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IBM Summit: Supercomputador da IBM identifica moléculas que podem impedir a Covid-19

Escrito por Paulo Carmino

Foto: IBM/Divulgação

Um supercomputador da IBM, o IBM AC922, popularmente conhecido como “IBM Summit” está auxiliando cientistas a identificarem moléculas que podem impedir o coronavírus de infectar as células e propagar a Covid-19.

A máquina, desenvolvida exclusivamente para projetos científicos, pode executar impressionantes 200 quatrilhões de cálculos por segundo, cerca de 1 milhão a mais da velocidade de um computador normal.

O estudo que identificou as moléculas capazes de impedir a propagação do vírus no corpo humano, por meio das células, é do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE).

Como o computador da IBM identificou as moléculas

Para realizar tal feito, Micholas Smith, um dos membros da equipe de cientistas, construiu um modelo digital da proteína “spike” do coronavírus Sars-CoV-2, causador da doença Covid-19.

Em seguida, foram realizados os testes de dinâmica molecular, capazes de identificar as moléculas as quais podem interferir no sucesso do vírus em infectar as células.

Foram identificadas, através do IBM AC922, 77 moléculas que podem acoplar nas protuberâncias do vírus e impedir que ele consiga se apoderar das células e transferir o seu RNA para elas, impedindo então, a multiplicação do vírus.

IBM Summit: o Supercomputador

O IBM Summit é enorme. Ele possui 4.608 servidores internos, cada um contendo dois processadores centrais e seis unidades de processamento gráfico Tesla da NVIDIA. No total, são 27.000 unidades de processamento gráfico dedicado. Ele contém mais de 185 quilômetros de cabos de fibra óptica, e o supercomputador pode preencher duas quadras de tênis.

Ele pesa cerca de 340 toneladas, chegando a ser mais pesado que algumas aeronaves comerciais de grande porte. Com todo esse espaço e essa configuração, ele é capaz de executar 200 quatrilhões de cálculos por segundo, o que significa que é cerca de 1 milhão de vezes mais poderoso que um laptop de ponta e usa 4.000 litros de água por minuto para evitar superaquecimento.

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Paulo Carmino