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Abelhas demonstram habilidade de reconhecer rostos humanos como nós

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Abelhas demonstram habilidade de reconhecer rostos humanos como nós

O cérebro humano é composto por cerca de 86 bilhões de neurônios, enquanto o das abelhas contém aproximadamente um milhão, tudo isso compactado em um milímetro cúbico. Apesar dessa diferença significativa, estudos científicos demonstraram que esses insetos são capazes de reconhecer rostos humanos e utilizam uma estratégia de leitura facial semelhante à empregada pelas pessoas.

Pesquisas conduzidas ao longo de mais de duas décadas evidenciam que as abelhas podem aprender a distinguir rostos individuais em fotografias. Elas conseguem identificar um rosto entre outros semelhantes com uma taxa de acerto entre 80% e 90% e mantêm essa habilidade por até dois dias. Para isso, os pesquisadores mostraram imagens de rostos humanos, associando um deles a uma solução de sacarose, enquanto os demais estavam ligados à quinina, que é considerada desagradável para as abelhas. Com esse treinamento, os insetos aprendem a voar em direção ao rosto recompensado e a evitar os outros, resultando em um padrão de aprendizado consistente.

O aspecto mais surpreendente da pesquisa é o método pelo qual as abelhas realizam esse reconhecimento. Nos humanos, a identificação de rostos ocorre por meio do processamento configuracional, que analisa as relações espaciais entre os elementos faciais. As abelhas fazem exatamente o mesmo, apesar de não terem uma estrutura neural equivalente à área fusiforme da face, que nos humanos é ativada exclusivamente ao ver rostos. O que se observa é que elas possuem uma aprendizagem associativa flexível, permitindo-lhes relacionar diferentes sinais visuais a recompensas.

Essa descoberta traz implicações importantes para a neurociência, desafiando a ideia de que o reconhecimento facial é uma função exclusiva de cérebros grandes e especializados. De acordo com especialistas, a capacidade de processar rostos pode não ser uma prerrogativa apenas dos primatas, mas uma habilidade que pode existir em diversas espécies. Este questionamento abre espaço para novas investigações sobre as capacidades de reconhecimento em outras formas de vida.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Sou fundador da Pixel Project e atua há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanha temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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