O modo de anúncios de inteligência artificial do Google já aparece em quase 30% das buscas comerciais, de acordo com um estudo recente da SE Ranking. Esse dado é relevante para empresas, marcas e agências que buscam maximizar a visibilidade de suas ofertas em um cenário digital cada vez mais competitivo.
A pesquisa analisou 14.733 consultas comerciais nos Estados Unidos, onde os anúncios em texto poderiam aparecer, excluindo carrosséis de produtos. Desde a introdução dos anúncios no modo AI, em 2025, a adesão cresceu rapidamente, atingindo 29,45% das consultas analisadas. A SE Ranking indica que a taxa real de anúncios pode ser ainda maior, visto que os resultados do modo AI podem variar entre as diferentes sessões de busca.
Uma observação importante é que, em muitos casos, foi possível identificar dois anunciantes simultaneamente em um bloco de anúncios. O estudo revelou que 71,1% das consultas que dispararam anúncios no modo AI mostraram dois anúncios na mesma resposta, enquanto 28,9% apresentaram apenas um.
O custo por clique (CPC) também se mostrou um bom indicativo da visibilidade dos anúncios. Consultas relacionadas a palavras-chave com CPCs mais elevados tiveram maior probabilidade de acionar anúncios no modo AI. Por exemplo, a presença de anúncios foi de 24,33% para palavras-chave com CPC abaixo de R$ 2, enquanto esse número subiu para 32,45% em palavras entre R$ 2 e R$ 10, alcançando 53,56% para palavras-chave com CPC de R$ 10 ou mais.
Além disso, a presença de anúncios variou significativamente entre categorias. O setor de pets apresentou a maior taxa, com anúncios em 72,38% das palavras-chave analisadas, enquanto o setor de saúde teve o menor percentual, com apenas 2,64%. As categorias com maior presença de anúncios geralmente estavam relacionadas a mercados de geração de leads, onde o caminho para conversões pagas é mais claro. Por outro lado, as categorias com menor taxa de anúncios tendiam a envolver intenções informativas ou questões YMYL (Your Money, Your Life), onde a demanda comercial é menor ou o Google adota uma postura mais cautelosa.
Vale destacar que, apesar da compra de anúncios no modo AI, os anunciantes não tiveram um aumento significativo na sua citação como fonte nas mesmas respostas. Apenas 11,53% dos domínios dos anunciantes apareceram entre as fontes citadas para as palavras-chave que promoviam, e essa sobreposição nos níveis de URL caiu para 1,95%. Mesmo após ajustes que consideraram forças de domínio, backlinks e visibilidade orgânica, a relação se manteve baixa.
Além disso, observou-se que os anunciantes raramente figuravam entre os resultados orgânicos para as palavras-chave que promoviam. Aproximadamente 85% dos anunciantes não apareceram nos resultados orgânicos para as mesmas palavras-chave em que seus anúncios do modo AI foram exibidos.
Esse cenário sugere que adquirir visibilidade no modo AI não necessariamente aumenta as chances de ser citado ou de obter uma classificação orgânica. Portanto, é crucial que as empresas tratem os anúncios no modo AI, as fontes citadas e as classificações orgânicas como canais de visibilidade distintos.
A pesquisa da SE Ranking analisou 50.032 palavras-chave comerciais em 20 nichos, com uma média de cerca de 2.500 palavras-chave por nicho. Os dados refletem os resultados do modo AI nos EUA coletados até 30 de junho. É importante observar que o comportamento dos anúncios pode mudar com a expansão dos formatos específicos de IA do Google, o que pode impactar futuras estratégias de marketing.
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