.ETC»Marketing»Separar campanhas de marca e não-marca potencia o crescimento e ROAS

Separar campanhas de marca e não-marca potencia o crescimento e ROAS

Resumir com:
Compartilhar:
Separar campanhas de marca e não-marca potencia o crescimento e ROAS

No cenário atual, um dos maiores desafios enfrentados por marcas e agências é a gestão adequada de campanhas de tráfego pago. Um erro recorrente é a mistura de tráfego de marca e não marca em uma mesma campanha, o que pode distorcer a percepção do desempenho e impactar negativamente estratégias de crescimento. Separar essas categorias é fundamental para otimizar resultados e garantir que cada parte do orçamento seja investida de maneira eficaz.

Quando marcas e tráfegos não relacionados são agrupados, diversos problemas podem surgir. A performance relativa parece melhor do que realmente é, com tráfego de marca consumindo boa parte do orçamento. Como resultado, produtos e categorias não vinculados à marca enfrentam dificuldades para serem vistos e a alocação dos gastos acaba concentrada nas conversões mais simples, em vez de focar nas melhores oportunidades de crescimento.

Para as empresas que buscam expandir sua base de clientes e conquistar maior participação de mercado, é crucial distinguir entre demanda existente e nova demanda. Otimizar campanhas de acordo com o crescimento, em vez de simplesmente buscar um retorno rápido sobre investimento publicitário, pode exigir uma reestruturação significativa na forma como as campanhas são executadas.

Um exemplo prático dessa abordagem foi a reestruturação de uma conta do Google Ads, que inicialmente estava focada em tráfego de marca. Ao separar as campanhas, a equipe responsável pôde observar melhor como cada categoria contribuía para o desempenho geral. Isso resultou em uma redução no orçamento destinado a pesquisas de marca, permitindo que a maior parte dos recursos fosse redirecionada para campanhas que visavam adquirir novos clientes.

Um dos passos principais dessa reestruturação foi a criação de uma segmentação de produtos muito mais granular. Em vez de depender de estruturas amplas de compras, foram utilizados anúncios de compras padrão com um foco maior na diversidade de produtos. Esse movimento permitiu uma distribuição de orçamento mais estratégica e a priorização de categorias com maior potencial de crescimento.

Outra ação importante foi o uso do Performance Max de maneira específica, focando na aquisição de novos clientes. Isso ajudou a equilibrar a automação com o controle manual, garantindo que cada tipo de campanha operasse na sua capacidade máxima.

Os resultados dessa abordagem foram significativos. Embora um dos principais indicadores mostrasse uma queda nas receitas de PPC do Google, houve um incremento expressivo no tráfego orgânico, resultando em um aumento no faturamento total. As pesquisas de marca passaram a ser mais absorvidas pelas listagens orgânicas, enquanto a publicidade paga focava na expansão da base de clientes.

É fundamental reforçar que, apesar das considerações sobre a separação de campanhas, o investimento em campanhas de marca não deve ser descartado. Em setores competitivos, é crucial garantir que, ao buscar uma quantidade maior de tráfego, as empresas também se protejam contra a concorrência.

Por fim, a mensagem é clara: separar estratégias de branding de campanhas focadas em crescimento não só melhora a visibilidade e o desempenho, mas também permite uma alocação mais eficiente do orçamento. Com uma metodologia estruturada, as empresas podem maximizar sua performance e realmente fazer crescer seus negócios.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Priscila Campos

Equipe Editorial

Priscila Campos acompanha temas ligados a marketing, consumo, negócios digitais e tendências de mercado. No Mercado ETC, escreve sobre assuntos que impactam marcas, empresas e consumidores.

TecnologiaNegóciosMarketingAutosConsumo e Sustentabilidade