O treinamento em busca de IA e a otimização para Google possuem semelhanças essenciais, mas frequentemente são confundidos em discussões sobre terminologias. Essa compreensão é crucial para empresas, agências e profissionais de marketing, pois o foco deve ser em práticas sólidas de SEO que se traduzem em melhores resultados, independentemente da etiqueta que se atribua a elas.
A correlação pode ser comparada a competições de 100m e 60m: disciplinas diferentes, mas com métodos de treinamento semelhantes. O que realmente importa é investir em boas práticas de SEO, que servem tanto para motores de busca quanto para modelos de linguagem, em vez de se perder em debates sobre nomenclaturas como GEO ou AEO. Esta discussão apenas desvia a atenção do que realmente importa — a qualidade do conteúdo e a presença da marca.
Consultores, como Jono Alderson, destacam que a distinção entre SEO e GEO não deve ser o foco principal. A discussão em torno de nomes e categorias esconde a necessidade de um entendimento mais profundo. O que realmente importa são as práticas que garantem uma presença sólida e coerente na web.
Desde há mais de uma década, o que Google recomenda — transparência, sites saudáveis e uma presença off-site forte e consistente — são os pilares do sucesso. Essa abordagem simples e direta, muitas vezes ignorada pela indústria em busca de soluções rápidas e novas terminologias, é o que oferecerá resistência a mudanças e auge nas buscas com IA.
Um ponto novo e importante nas buscas atuais é a necessidade de focar na presença off-site, não apenas na construção de backlinks. A otimização de entidades e a consistência em todas as plataformas em que a marca aparece tornam-se agora ainda mais relevantes. Modelos de linguagem baseiam-se em informações coletadas de diversas fontes, não apenas da página inicial da marca.
Para muitas empresas que focavam em táticas de marketing de conteúdo e em buscas efêmeras de posicionamento, essa virada pode parecer desafiadora. Táticas que funcionavam para resultados temporários não sustentam a confiança necessária que um modelo de IA exige. Em contrapartida, aquelas que já priorizavam os fundamentos do SEO continuarão a achá-las naturais e necessárias.
Um passo essencial é monitorar o que as grandes IAs já acreditam sobre a sua marca. Isso envolve verificar se as informações que estão sendo transmitidas são precisas e consistentes. Avaliar todas as páginas do site e informações off-site é crucial. Em vez de se limitar a verificar como se classifica em perguntas do tipo “melhor X para Y”, deve-se explorar o que os modelos de IA sabem sobre a marca e de onde obtêm essas informações.
Essa distinção entre um simples check-up de classificação e uma análise da origem das percepções que a IA tem sobre a marca é fundamental. Enquanto o primeiro oferece uma visão limitada sobre posicionamento, a segunda proporciona um mapa estratégico detalhado, essencial para ajustes necessários.
Esse processo não se restringe apenas à visibilidade, mas estabelece as bases para futuras interações da IA com a marca. A precisão das informações que o modelo detém é determinante para qualquer ação futura que um agente possa tomar em relação ao negócio da marca.
No geral, a evolução do SEO e da busca por IA não é nova para quem sempre manteve boas práticas. A verdadeira mudança ocorre para aqueles que negligenciaram os fundamentos e agora se veem diante de uma nova realidade.
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