
Setembro de 2026 tornou-se o mês mais chuvoso registrado em São Paulo desde o início da coleta de dados em 1943. Até o dia 13, a capital acumulou 253,8 milímetros (mm) de precipitação, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) coletadas no Mirante de Santana, zona norte.
A média histórica de chuvas para o mês de setembro na cidade é de 83,3 mm, e o recorde anterior era de 243,1 mm, anotado em 1983. Os anos de 1957, 1993 e 2015 também foram considerados excepcionalmente chuvosos, mas não alcançaram a intensidade das chuvas deste ano.
Chuva em outras regiões do estado
O recorde de precipitação não se restringiu à capital. A região de Campinas registrou 257,2 mm de chuva entre 1º e 13 de setembro, um volume 3,1 vezes maior que a média mensal de 83,7 mm. Este marco também estabelece um recorde para a série histórica que começou em 1961.
Na região de Registro, marcada por alagamentos severos, o total de precipitação alcançou 185,3 mm, tornando setembro de 2026 o terceiro mês mais chuvoso na série histórica local, iniciada em 1961.
Em São José dos Campos, o acumulado foi de 161 mm, que representa 2,1 vezes a média mensal de 76 mm, destacando-se como o terceiro maior registro para setembro desde 1977.
Impactos e previsões
Os eventos de chuva intensa trazem riscos, como alagamentos e deslizamentos de terra, especialmente em áreas onde o solo já está saturado. Mesmo que as previsões indiquem um enfraquecimento da quantidade de chuvas nos próximos dias, as áreas do Sul do estado, como Eldorado e Barra do Turvo, ainda enfrentam problemas de alagamentos.
Com a previsão de temperaturas em queda devido à maior nebulosidade e à entrada de ar mais frio, espera-se que a chuva se restrinja principalmente ao litoral, com intensidade leve.

