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Área queimada no Brasil reduz 58% em 2025, atingindo menor nível desde 2018

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Área queimada no Brasil reduz 58% em 2025, atingindo menor nível desde 2018

Em 2025, o Brasil registrou um marco positivo na questão das queimadas: a área queimada caiu para 12,7 milhões de hectares, representando uma diminuição de 58% em relação a 2024, ano marcado por condições climáticas extremas de secas e o fenômeno El Niño. Esses dados revelam uma tendência crucial, já que a área queimada foi também 31% menor que a média histórica anual de 18,4 milhões de hectares, tornando-se a menor área registrada desde 2018, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), parte da 5ª Coleção do MapBiomas Fogo.

Esse cenário reflete mudanças significativas no comportamento do fogo no território brasileiro, onde a área queimada nos últimos 41 anos superou 208 milhões de hectares, uma extensão maior que a do México. Dentro desse período, 24% do Brasil passou por queimadas, sendo que 86% dessa área está concentrada nos biomas do Cerrado e da Amazônia, com um total de 179 milhões de hectares queimados.

Os dados de 2025 mostram que, após a intensa seca de 2023 e 2024, as chuvas regulares trouxeram um alívio. O aumento da umidade na vegetação pode ter reduzido os incêndios, mas também levanta preocupações para o futuro. Vera Arruda, pesquisadora do IPAM, alerta que o acúmulo de biomassa pode se tornar combustível em situações de estiagem, elevando o risco de incêndios severos em 2026.

O bioma Cerrado foi o mais atingido em 2025, com 8,7 milhões de hectares queimados, representando uma queda de 20% em relação ao ano anterior. A maioria da área afetada consistiu em vegetação nativa, especialmente formações savânicas, que responderam por 58% das queimadas no bioma.

Na Amazônia, o impacto foi ainda mais notável, com apenas 3,1 milhões de hectares queimados, o que marca uma queda de 80% em relação a 2024. Essa redução, embora positiva, ainda mantém o bioma como o segundo mais afetado no país. A análise mostra que 52% das áreas queimadas na Amazônia são utilizadas para pastagens e agricultura, sendo as pastagens sozinhas responsáveis por 35% de todas as queimadas.

A diversidade dos biomas brasileiros gera a necessidade de abordagens diferenciadas para o manejo do fogo. Enquanto o Cerrado e a Caatinga adaptaram-se a um regime de fogo específico, na Amazônia e na Mata Atlântica, o fogo não faz parte da dinâmica natural, agravando os danos ecológicos e aumentando a inflamabilidade da vegetação.

Dados adicionais mostram que a Mata Atlântica teve apenas 216 mil hectares queimados em 2025, uma queda de 77% em relação ao ano anterior. Contrariando essa tendência, a Caatinga foi o único bioma a experimentar aumento nas queimadas, com 504 mil hectares afetados, um registro 5% superior à média histórica. O Pantanal, que em 2024 enfrentou incêndios devastadores, apresentou a menor taxa de queimada em 2025, com 121 mil hectares.

A temporalidade das queimadas no Brasil revela que 72% dos incêndios ocorrem entre agosto e outubro, sendo setembro o mês mais crítico, com uma média de 6 milhões de hectares queimados anualmente. A recorrência de queimadas é alarmante, com 64% da área afetada queimando mais de uma vez, especialmente na Amazônia, onde 31% das áreas queimadas sofreram novos incêndios dois anos após o primeiro evento.

Esses dados evidenciam que o manejo do fogo é uma questão complexa e multifacetada que requer estratégias adaptadas aos diferentes biomas. A recuperação natural é mais lenta em áreas como a Amazônia, onde incêndios recorrentes podem transformar regiões densas em áreas degradadas e altamente inflamáveis, resultando na perda de biodiversidade e de carbono armazenado.

O sistema de monitoramento do MapBiomas Fogo, que utiliza imagens de satélites para mapear queimadas desde 1985, é fundamental para entender a dinâmica do fogo no Brasil. Esta plataforma disponibiliza informações detalhadas sobre a ocorrência de queimadas, permitindo uma análise aprofundada dos impactos visíveis nos biomas, no uso da terra e na implementação de políticas de gestão adequada do fogo.

Os desafios para o futuro são claros: garantir que as práticas de manejo do fogo não só reduzam os riscos de incêndios catastróficos, mas também protejam a rica biodiversidade brasileira e contribuam para a mitigação das mudanças climáticas.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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