A publicidade brasileira já está em um estágio avançado de transformação, com o digital se consolidando como protagonista nesse cenário em 2025. O setor se expande de forma robusta, impulsionado por fatores como o consumo interno, eventos de grande porte, como a Copa do Mundo e as eleições presidenciais. Essa dinâmica favorece a migração dos investimentos para formatos digitais, cada vez mais relevantes.
O segmento digital já representa mais da metade dos investimentos em mídia paga no Brasil e espera-se que essa participação ultrapasse 60% até 2027. As empresas estão adotando estratégias digital-first que possibilitam uma segmentação mais precisa e mensuração em tempo real, refletindo as novas jornadas de consumo.
Uma das inovações mais significativas desse movimento é o Retail Media, que permite marcas impactarem consumidores no momento exato da compra em e-commerces e marketplaces. Essa estratégia, impulsionada por plataformas como Magalu Ads, Mercado Livre e Amazon, combina alcance massivo, dados proprietários e conversão direta, representando o canal de crescimento mais acelerado no país e atraindo investimentos que migram de formatos menos eficazes.
Dentro do ecossistema digital, os formatos de display e banners continuam a ser predominantes, acompanhados pela ascensão de anúncios em redes sociais e vídeo. O search também mantém relevância, especialmente em sua sinergia com o Retail Media. O Brasil, detentor da segunda maior base de usuários ativos do mundo nas mídias sociais, torna-se um mercado altamente atraente para investimentos publicitários.
A transformação digital também provoca uma mudança no ranking da mídia. A Globo, outrora líder isolada, perdeu terreno para os novos players digitais. Hoje, a Meta (Facebook e Instagram) se aproxima da emissora em termos de participação de mercado, uma alteração drástica em comparação a uma década atrás, quando a diferença ultrapassava 30 pontos percentuais.
O futuro da publicidade no Brasil está indiscutivelmente ligado ao modelo digital-first, sustentado pela inovação contínua e pela demanda interna. Para se destacar nesse novo cenário, marcas, varejistas e agências precisam não apenas abraçar a transformação digital, mas também utilizar dados como base estratégica, explorando as diversas oportunidades que surgem nesse ambiente dinâmico.
Crédito da imagem: divulgação/reprodução

