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O impacto da IA supera medições e gera desafios para marcas em 2026

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O impacto da IA supera medições e gera desafios para marcas em 2026

A transformação nas interações digitais é evidente e, ao entender a evolução no comportamento de busca, empresas e profissionais de marketing podem se adaptar rapidamente às novas realidades. As mudanças relacionadas à inteligência artificial (IA) têm impactado diretamente decisões de consumo e estratégias de branding, fazendo com que a confiança se torne um critério essencial de seleção. A capacidade de medir esses impactos vem se tornando um desafio, especialmente no primeiro semestre de 2026.

Um estudo recente aponta que cerca de 75% dos consumidores escolhem a primeira opção em listas de resultados geradas por IA, a menos que uma marca já conhecida e respeitada apareça no conjunto. Isso demonstra que a confiança em uma marca pode superar a lógica da “primeira posição” na busca. Durante o mesmo período, o valor das ações de software caiu cerca de 30%, refletindo mais a percepção do mercado em relação à exposição à disrupção da IA do que o desempenho real das empresas.

A narrativa sobre as demissões atribuídas à IA também se destacou. Um estudo revelou que mais de 87 mil demissões foram justificadas pela inteligência artificial, representando cerca de um quinto das demissões totalizadas até maio de 2026. Muitas dessas demissões foram analisadas como justificativas convenientes para cortes que resultaram de contratações excessivas durante a pandemia, em vez de serem consequências diretas da tecnologia.

O cenário da IA também está mudando rapidamente. Entre julho de 2025 e julho de 2026, o uso do ChatGPT caiu de 78% para 56%, enquanto modelos como Gemini e Claude ganharam espaço. Esse deslocamento evidencia que a escolha do modelo de IA se tornou um risco de negócios, não apenas uma preferência, desafiando empresas a repensar suas estratégias.

Os editores enfrentam novas batalhas no cenário jurídico. Diversas publicações processaram empresas de IA como a OpenAI e a Microsoft, questionando a utilização não autorizada de conteúdo. Além disso, a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido exigiu mais controle dos editores sobre como seu conteúdo é utilizado nas buscas de IA, incluindo a possibilidade de exclusão em sumários de AI.

No segundo semestre de 2026, as empresas precisam se preparar para uma separação entre inteligência e agência. Enquanto a capacidade dos modelos fica cada vez mais acessível, a permissão para agir em nome das empresas será mais restrita. Isso significa que as marcas que conseguirem estabelecer uma presença confiável e atuável serão favorecidas.

Para os profissionais de marketing, isso implica em várias ações práticas. Primeiramente, é vital abandonar a ideia de que uma única ferramenta de monitoramento de classificações é suficiente para abranger a busca por IA. A construção de um painel de prompts que inclua diferentes modelos é essencial para obter uma visão mais abrangente dos resultados da busca.

Além disso, é necessário mudar o foco dos relatórios de contagem de citações para a frequência de menções, sentimentos e rankings de recomendações. Um dashboard que apenas contabiliza citações não captura o que realmente influencia o comportamento de compra.

Por último, realizar uma auditoria do acesso de agentes agora é crucial. Verifique se os dados do produto e o fluxo de checkout estão estruturados para permitir que um agente de IA complete transações em nome dos clientes.

Em resumo, a medição do impacto da IA acompanha com dificuldade a própria evolução do mercado. À medida que avançamos, é essencial que as empresas se ajustem a essa nova realidade, focando em construir confiança e em se preparar para um ecossistema cada vez mais dependente da eficiência de agências que atuam em ambientes digitais.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Priscila Campos

Equipe Editorial

Priscila Campos acompanha temas ligados a marketing, consumo, negócios digitais e tendências de mercado. No Mercado ETC, escreve sobre assuntos que impactam marcas, empresas e consumidores.

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