.ETC»Autos»Mudança no cálculo do IPI reduz potência dos carros 1.0 turbo no Brasil

Mudança no cálculo do IPI reduz potência dos carros 1.0 turbo no Brasil

Novo cálculo do IPI altera a dinâmica do mercado automotivo, levando montadoras a reduzir a potência dos motores 1.0 turbo para evitar aumento de tributos.

Resumir com:
Compartilhar:
Mudança no cálculo do IPI reduz potência dos carros 1.0 turbo no Brasil

Recentemente, o novo cálculo do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis trouxe mudanças significativas que afetam diretamente a potência dos motores, especialmente os 1.0 turbo. Para motoristas e consumidores interessados em aquisição de veículos, essa mudança representa uma nova dinâmica de mercado, com implicações diretas na escolha de modelos e na tributação, influenciando a decisão de compra e as características dos veículos disponíveis.

A nova metodologia de cálculo do IPI altera a legislação vigente, substituindo a análise do deslocamento do motor (litros) pela potência do mesmo. Isso significa que o histórico desconto para motores 1.0, que os fabricantes frequentemente utilizavam para oferecer preços mais competitivos, não existe mais. Com a nova regra, foram estabelecidas quatro faixas de tributação com base na potência dos motores:

  • Até 115,6 cv: 0 p.p. (pontos percentuais)
  • Até 142,8 cv: +0,75 p.p.
  • Até 179,5 cv: +1,5 p.p.
  • Até 224,4 cv: +3,0 p.p.

Por conta disso, diversas montadoras, visando manter a faixa isentada ou com a menor alíquota possível, iniciaram um processo de redução da potência de seus motores 1.0 turbo. Um exemplo claro disso é a Chevrolet, que diminuiu a potência de seu motor 1.0 turbo de 121 cv para 115 cv para evitar um aumento na tributação. O Hyundai i20 seguiu a mesma linha de ação, reduzindo sua potência similar de 120 cv para 115 cv.

A Stellantis, por sua vez, ajustou seu motor 1.0 turbo, que tinha 130 cv, para 116 cv. Outras montadoras, como a Caoa Chery e Volkswagen, também realizaram ajustes em motores de maior cilindrada, priorizando adaptações para se manter dentro das novas faixas tributárias. Com isso, motores como o 1.5 turbo da Caoa Chery agora entrega 143 cv, enquanto o 1.6 do Hyundai Creta sofreu uma redução de 193 cv para 176 cv ao ser produzido localmente como flex.

Outro ponto interessante é que os motoristas que buscam carros flex com potência acima de 115,6 cv podem obter descontos tributários ao adotar sistemas híbridos. Por exemplo, um híbrido plug-in garante uma redução de 2%, enquanto os híbridos leves, como os que estão sendo introduzidos pela Stellantis e Chevrolet, apresentam uma redução de 1%.

Essa nova configuração tributária tende a popularizar os híbridos leves nos próximos anos. Carros como o Jeep Avenger já estão sendo lançados com motorizações eletrificadas, e a Renault está desenvolvendo sistemas mais avançados para suas novas linhas.

A mudança no cálculo do IPI é um passo que deve impactar o cenário automotivo brasileiro, com um possível aumento da oferta de veículos com potência de 115 cv e a expansão dos modelos híbridos no mercado até 2030. Essa evolução reflete uma busca maior dos fabricantes por soluções que unam eficiência energética e competitividade no mercado. Motoristas e consumidores devem se preparar para essa nova realidade, que pode significar uma nova era de veículos mais econômicos e com tecnologia avançada.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

WordPressSEOMídia DigitalPublisher Relations