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Microorganismos descobertos no subsolo podem revolucionar captura de CO₂

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Microorganismos descobertos no subsolo podem revolucionar captura de CO₂

Pesquisadores da Instalação de Pesquisa Subterrânea de Sanford, localizada a 1.250 metros abaixo da superfície da Terra, fizeram uma descoberta que pode impactar significativamente a luta contra as emissões de dióxido de carbono (CO₂). Sob a liderança da Dra. Tanvi Govil, uma equipe multidisciplinar identificou micróbios que consomem CO₂ e o convertem em rocha, acelerando o sequestro desse gás de meses ou anos para apenas algumas semanas. Essa inovação pode transformar a abordagem para a captura de carbono, permitindo que as emissões de usinas sejam tratadas diretamente no local de origem.

Os micróbios descobertos têm o potencial de melhorar a eficiência do sequestro de carbono nas emissões de plantas de energia, levando a uma solução menos complexa do que o transporte de CO₂ por dutos subterrâneos. Govil destaca que a pesquisa realizada na SURF foi fundamental para comprovar que essas reações bioquímicas são viáveis na remoção de carbono dos gases emitidos.

Atualmente, a equipe de Govil está criando uma biblioteca de micróbios com características específicas que maximizam a captura de carbono. Esses organismos serão combinados para desenvolver enzimas que convertem o CO₂ das emissões em carbonato de cálcio, um mineral que pode ser usado como aditivo em concreto ou em outras aplicações industriais.

A Dra. Govil enfatiza que os experimentos de laboratório estão em andamento, utilizando amostras de emissões de indústrias locais, como gases de combustão e cinzas de carvão. O objetivo é validar a viabilidade da tecnologia em condições industriais reais, utilizando um grande tanque de enzimas para tratar o fluxo de exaustão de usinas térmicas.

Merle Symes, CEO da Carb-N0, empresa fundada por Govil e sua equipe, reitera a necessidade urgente de soluções climáticas. Com o forte apoio de governos para a redução das emissões de carbono, a Carb-N0 almeja introduzir soluções eficazes no mercado. A pesquisa demonstrou que, apesar dos desafios, é possível encontrar micróbios que sobrevivem e prosperam em ambientes extremos, como os provindos de gases de combustão.

Recentemente, a equipe foi reconhecida ao vencer a competição Giant Vision Business Plan no estado da Dakota do Sul, assegurando a viabilidade comercial da tecnologia desenvolvida. O próximo passo é realizar testes em escala piloto com um depurador de CO₂ baseado em enzimas que será transportável, permitindo capturar quase uma tonelada de CO₂ por dia. Com a meta de iniciar a produção das enzimas até 2027, a equipe de Govil planeja demonstrar a eficácia da tecnologia a parceiros de diferentes setores.

O mercado global de captura e sequestro de carbono está em expansão e avaliado em aproximadamente US$ 4,51 bilhões para 2025, podendo alcançar US$ 19,98 bilhões até 2034. Essa previsão reflete uma crescente urgência na abordagem do desafio das emissões de carbono, que atualmente supera 37 bilhões de toneladas métricas por ano.

Com um chamado para a ação, a Dra. Govil e sua equipe estão comprometidas em levar a tecnologia do laboratório ao mercado, reiterando a importância de suas descobertas para o futuro ambiental da humanidade.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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