Um juiz federal decidiu prosseguir com um processo que alega que uma empresa de transporte automotivo utilizou backlinks tóxicos para prejudicar as classificações de um concorrente no Google. Essa situação destaca a importância da integridade no SEO e sugere que estratégias desleais podem ter consequências legais significativas.
Na decisão proferida em 2 de junho, o tribunal não avaliou a veracidade das alegações, mas concordou que os reclamantes apresentaram uma alegação plausível de publicidade enganosa sob a Lei Lanham, além de questões relacionadas à proteção ao consumidor no estado de Illinois. No entanto, o juiz rejeitou as alegações de concorrência desleal do estado da Califórnia.
De acordo com a queixa de Montway, a empresa concorrente Nexus AT LLC criou mais de 2.350 backlinks tóxicos entre abril e outubro de 2025. Esses links direcionavam para o site da Montway a partir de páginas consideradas spam, utilizando textos âncoras como “comprar esteroides online” e “serviços de empréstimos de payday”. Montway alega que essa campanha tinha como objetivo diminuir suas classificações no Google e associar sua marca a produtos e serviços ilegais ou reprováveis.
Montway também afirmou que enviou uma carta de cessação e desistência em outubro de 2025, mas que a campanha de backlinks se intensificou a partir desse momento. Embora essas alegações ainda não tenham sido comprovadas em tribunal, a decisão do juiz permitiu que a alegação de publicidade enganosa avançasse, ao considerar que o texto âncora era literalmente falso, pois prometeria um destino que, na prática, redirecionava o usuário para outro lugar.
O julgamento é interessante porque se concentra em avaliar se uma campanha de backlinks tóxicos pode ser enquadrada nas leis de publicidade enganosa. Essa questão é crucial, pois define se ações mal-intencionadas de concorrentes podem ser judicialmente processadas.
Esse caso revela uma lacuna significativa para as empresas que acreditam ser alvo de manipulações em sua visibilidade nas buscas. Tradicionalmente, as opções consistiam apenas em relatar a atividade aos motores de busca. Contudo, se essa teoria legal prosperar, poderá abrir novas possibilidades para contestar sabotagens de SEO.
A questão não apenas impacta a dinâmica de concorrência, mas também pode redefinir as estratégias que as empresas adotam para proteger suas marcas e sua presença online. Portanto, acompanhar o desdobramento desse processo é fundamental para entender como o direito pode influenciar as práticas de marketing digital e SEO no futuro.
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