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Leilão de K-Pop no Brasil: Produtoras detalham desafios e custos das turnês

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Leilão de K-Pop no Brasil: Produtoras detalham desafios e custos das turnês

O estágio atual do mercado de eventos no Brasil revela um cenário complexo para a chegada de grupos de K-Pop no país. Com um aumento significativo na agenda de shows internacionais, como os de BTS, ENHYPEN, aespa, NTX e Stray Kids, entender os bastidores desse movimento é crucial para marcas, agências e produtográficas que buscam capitalizar sobre a popularidade dos artistas sul-coreanos. O que acontece antes da venda de ingressos é um “leilão” financeiro que pode exigir meses de negociações.

A realidade para trazer esses artistas ao Brasil vai além de um desejo de se conectar com os fãs. Patrícia Kazys, da Far Music Entertainment, destaca que a disputa entre produtoras se tornou intensa, onde o maior pagamento garante a viabilidade da turnê. Uma vez que o intercâmbio cultural exige muito mais que o simples desejo de um artista, as empresas precisam estar preparadas para competir em termos financeiros.

O fuso horário de 12 horas entre Brasil e Coreia do Sul também complica essa dinâmica. André Matalon, da Music On Events, que organiza o show do ENHYPEN, comenta que a comunicação precisa ser ágil. Um e-mail que chega pela manhã no Brasil pode significar atraso se não for respondido rapidamente, já que na Coreia do Sul a meia-noite pode já ter passado.

Em relação aos custos, as passagens aéreas se destacam como um dos maiores obstáculos. Mideum Seo, da K-BEAT, explica que os valores para levar uma comitiva de artistas e equipe técnica superam os R$ 30 mil por pessoa em classe executiva. Isso representa não apenas um peso financeiro, mas também um desafio de oportunidade, visto o tempo necessário para atravessar o oceano.

Esta realidade explica por que grupos como SEVENTEEN, apesar de seu imenso sucesso na Ásia e América do Norte, ainda não se apresentaram no Brasil. A logística de trazer uma equipe de 13 integrantes, que inclui dançarinos e técnicos, apresenta desafios financeiros enormes.

Entretanto, há espaço para otimização. Apesar de São Paulo ser o principal destino por oferecer infraestrutura adequada, outras regiões estão se mostrando viáveis. A K-BEAT, por exemplo, expandiu sua atuação para 13 cidades, levando o grupo NTX a locais menos tradicionais como João Pessoa e Belém. Segundo Mideum Seo, o objetivo é maximizar o número de fãs em todo o país, permitindo um crescimento sustentável do fandom.

A evolução da produção de shows de K-Pop no Brasil é uma excelente oportunidade para quem atua no setor. Entender as nuances desse mercado pode permitir que marcas e agências se posicionem estrategicamente diante desse fenômeno cultural global. Portanto, a exploração dessas dinâmicas e o planejamento cuidadoso podem fazer a diferença para aqueles que desejam conectar-se com esse público apaixonado e em crescimento.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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