A nova dinâmica do marketing digital está diretamente ligada à evolução das ferramentas de publicidade, especialmente com a presença crescente da inteligência artificial. O recente esclarecimento de Ginny Marvin, especialista em anúncios do Google, sobre AI Search e as Qualified Future Conversions (QFC), traz insights importantes que podem impactar significativamente a forma como empresas e marcas gerenciam suas campanhas publicitárias.
Marvin abordou, em uma sessão de perguntas e respostas, questões cruciais sobre a utilização de inteligência artificial na publicidade, destacando como os anúncios podem se tornar elegíveis para aparecer nas ferramentas de pesquisa baseadas em IA. Apesar de não haver novidades sobre novos produtos, as orientações sobre a utilização do AI Max e do Performance Max foram essenciais. Esses formatos de publicidade usam soluções de segmentação alimentadas por IA que permitem uma maior relevância dos anúncios, considerando tanto a intenção do usuário quanto o conteúdo associado às buscas.
Para que os anúncios sejam mais relevantes em um ambiente de pesquisa cada vez mais conversacional e multimodal, a personalização do texto dos anúncios e a expansão da URL final são estratégias que estão ganhando destaque. Marvin mencionou recursos disponíveis no AI Max, como controle de marca, configurações de localização e gerência de URLs inclusas e excluídas. Esses elementos oferecem mais controle e personalização aos anunciantes, permitindo que adequem suas campanhas aos interesses dos usuários.
Outra inovação é a métrica Qualified Future Conversions (QFC), que estimativa conversões que podem ocorrer até 180 dias após a interação com um anúncio. Esta métrica é uma resposta ao que muitos chamam de “gap de crescimento”, onde as janelas tradicionais de atribuição não capturam o impacto total de campanhas de geração de demanda e conscientização. A compreensão de que cerca de 70% das conversões ocorrem dentro de 30 dias após um clique destaca a importância desta nova abordagem. A QFC fornece um panorama das conversões em um prazo mais extenso, ajudando os anunciantes a medirem o verdadeiro impacto de suas campanhas.
Marvin também abordou as parcerias com criadores de conteúdo no YouTube, esclarecendo que os anunciantes precisam de autorização antes de utilizar vídeos de criadores em suas campanhas. Essa autorização é responsabilidade do anunciante, mesmo que o Google forneça ferramentas para facilitar a descoberta de criadores e o envio de solicitações de parceria. Essa questão é crucial, uma vez que muitos podem imaginar que somente grandes marcas ou influenciadores são candidatos ideais. Marvin sugeriu que anunciantes explorem criadores com audiências menores, mas altamente engajadas, que podem oferecer uma alternativa eficaz para campanhas publicitárias.
A discussão sobre AI Search e QFC deixa claro que a ênfase está mudando de questões de elegibilidade para a execução prática e validação dos resultados. À medida que essas ferramentas se tornam mais comuns, o foco deve estar em como os anunciantes podem integrar essas métricas em sua análise de desempenho e criar uma abordagem mais holística em suas campanhas.
A integração eficaz dessas inovações pode posicionar as empresas de maneira mais competitiva no mercado. Por isso, é essencial que os profissionais de marketing se mantenham atualizados sobre essas mudanças e ajustem suas estratégias para aproveitar ao máximo as novas ferramentas e métricas que o Google está disponibilizando.
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