.ETC»Sustentabilidade»Desmatamento na Amazônia alcança menor nível em uma década

Desmatamento na Amazônia alcança menor nível em uma década

Resumir com:
Compartilhar:
Desmatamento na Amazônia alcança menor nível em uma década

A Amazônia alcançou um marco significativo ao registrar o menor índice de alertas de desmatamento em um primeiro semestre desde o início da monitorização em 2016. Os dados revelados pelo INPE indicam que, entre janeiro e junho de 2024, foram identificados 1.295 km² de áreas sob alerta, representando uma redução de 32% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este resultado reforça a tendência de queda que vem sendo observada desde 2023, destacando potenciais avanços na preservação da floresta.

No Cerrado, a situação também apresenta melhoras. Nos primeiros seis meses de 2024, o bioma registrou 3.142 km² de alertas de desmatamento, um valor 6% menor do que o apurado no mesmo semestre de 2023, sendo o menor índice desde 2021.

Os dados de junho não fogem à regra. Na Amazônia, o DETER-B registrou 297,3 km² de áreas desmatadas, comparados a 457,6 km² no mesmo mês de 2023, resultando em uma queda de 35%. O Cerrado, por sua vez, viu uma diminuição das áreas sob alerta, que passou de 508,7 km² para 481,5 km², com uma redução de 5,3%.

O DETER-B é um sistema de monitoramento que utiliza imagens de satélite para identificar alterações na cobertura vegetal e auxiliar na fiscalização. Apesar de os dados do DETER não refletirem a taxa oficial de desmatamento, que é calculada pelo sistema PRODES, eles conseguem antecipar a dinâmica da perda de vegetação em ambos os biomas.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, destacou que os resultados mostram uma consolidação da redução do desmatamento ao longo dos anos. Ao avaliar o progresso, ele mencionou que “os números indicam que o processo de redução está sendo cumulativo, uma redução sobre a outra”, sugerindo um caminho positivo tanto para a Amazônia quanto para o Cerrado.

Para Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas, a retomada da fiscalização ambiental pelo governo federal, iniciada em 2023, é essencial para esse desempenho positivo. No entanto, ele alertou que os níveis de desmatamento ainda são elevados e que o objetivo agora é transformar essa recente queda em uma tendência duradoura. Azevedo propôs uma meta ambiciosa: alcançar um desmatamento residual até 2030, com menos de 100.000 hectares (equivalente a 1.000 km²) por ano, o que estaria alinhado ao ideal de uma meta de desmatamento zero.

Esses avanços no combate ao desmatamento, se mantidos, podem ter um impacto significativo na preservação da biodiversidade e na luta contra as mudanças climáticas, refletindo um esforço coletivo em direção a um futuro mais sustentável.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

WordPressSEOMídia DigitalPublisher Relations