
A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Jacob, mantida pela ENGIE Brasil, é referência na conservação da fauna silvestre, com ênfase na reabilitação do tamanduá-bandeira, uma das espécies mais ameaçadas do Cerrado brasileiro. Desde a sua criação, a reserva tem sido o lar de diversos animais, possibilitando sua reabilitação e volta ao habitat natural.
Processo de Reabilitação
Localizada em Nova Ponte, Minas Gerais, a RPPN Jacob abriga o maior cativeiro de reabilitação de tamanduás-bandeiras do país, com uma área de 2.500 m². Neste espaço, os animais, predominantemente filhotes órfãos resgatados de atropelamentos, são preparados para a vida selvagem. Desde a criação da reserva, cerca de 90 animais silvestres já passaram pelo processo de reabilitação, incluindo 14 tamanduás-bandeira.
Após serem soltos, os tamanduás são monitorados por até um ano com o auxílio de tecnologia como GPS e rádio UHF, para assegurar sua adaptação ao novo ambiente.

Parcerias e Inovações
A RPPN Jacob é parte de um protocolo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para a reabilitação efetiva dos tamanduás-bandeira, refletindo a importância crescente da reserva na conservação da espécie. Além disso, a colaboração com laboratórios e universidades é um diferencial significativo.
Uma parceria inovadora, envolvendo a NobilisFauna, a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Smithsonian, dos Estados Unidos, resultou na implementação de dispositivos subcutâneos em tamanduás, permitindo o monitoramento de seus indicadores de saúde. Essas informações são valiosas para as futuras iniciativas de conservação.

Histórico e Contribuições
Com uma área de 358 hectares, a RPPN Jacob foi criada para proteger a biodiversidade e prestar assistência a animais silvestres. Desde que a ENGIE Brasil assumiu a concessão da Usina Hidrelétrica Miranda em 2018, a reserva recebe um investimento contínuo de aproximadamente R$ 50 mil mensalmente. Esse valor direciona esforços para revitalizar a infraestrutura e construir parcerias efetivas em pesquisa e conservação.
Um dos marcos dessa trajetória foi a parceria firmada em 2020 com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais para o desenvolvimento do Projeto Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), transformando a RPPN em um ponto estratégico para a reabilitação de animais silvestres aptos a retornar à natureza.

Essas ações são essenciais para a preservação de espécies ameaçadas e para a saúde dos ecossistemas locais, evidenciando o papel crucial da RPPN como um centro de reabilitação e conservação da biodiversidade. A reserva não apenas atua na reintrodução de espécies, mas também se torna um espaço de pesquisa e aprendizado para futuros esforços de preservação.


