O Hyundai Veloster, lançado no Brasil no segundo semestre de 2011, rapidamente conquistou a atenção do público devido ao seu design arrojado e esportivo. No entanto, essa empolgação inicial escondeu uma controvérsia significativa em relação à potência do motor, o que impactou negativamente a experiência dos motoristas e a reputação do modelo.
Desempenho abaixo das expectativas
A maior polêmica em torno do Veloster surgiu da divulgação de que o modelo seria equipado com um motor 1.6 de 140 cv, disponível em versões com injeção direta em mercados internacionais. Na verdade, as unidades importadas para o Brasil estavam equipadas com um motor 1.6 com injeção indireta, que entregava apenas 128 cv e 16 mkgf de torque. Essa discrepância não era meramente numérica; a entrega do torque ocorria em rotações mais altas, acima dos 4.500 rpm, o que tornava o carro menos responsivo nas acelerações cotidianas, frustrando muitos compradores.
Impacto nas vendas
Apesar do lançamento empolgante e do visual marcante, a realidade não correspondia às expectativas. O Veloster, que inicialmente tinha preços girando em torno de R$ 72 mil, acabou sendo comercializado por até R$ 84 mil em consequência da alta demanda. No entanto, conforme as primeiras críticas surgiram, especialmente sobre o desempenho, as vendas começaram a despencar. O modelo, que encantou no início, tornou-se alvo de piadas entre os consumidores, ganhando rapidamente o apelido de “Lentoster”, referência ao seu desempenho abaixo do esperado. A aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 12,5 segundos não conseguiu justificar seu visual agressivo.
A controvérsia e os desfechos
As reclamações sobre a potência do motor levaram a questionamentos formais e até ações judiciais contra a importadora, fazendo com que a imagem do Veloster se deteriorasse. A situação levou à decisão de encerrar as vendas do modelo no Brasil em 2013, após a venda das unidades restantes em estoque. No total, aproximadamente 13 mil unidades foram vendidas, um número considerável, mas muito aquém do potencial inicial esperado para um carro com tanto apelo visual.
Versões que não chegaram ao Brasil
Embora o Veloster tivesse potencial, com opções mais potentes, como a versão turbo de 180 cv disponível em outros mercados, os brasileiros nunca tiveram acesso a essas variantes. Essa falha em oferecer um produto que se alinhasse com a imagem esportiva que o modelo insistia em comunicar acabou custando caro para a marca no Brasil.
Em resumo, a história do Hyundai Veloster no Brasil é um exemplo claro de como a desinformação sobre o desempenho de um veículo pode minar o entusiasmo gerado por um design atraente. O modelo tinha tudo para ser um sucesso, mas a realidade sobre sua potência prejudicou sua aceitação no mercado nacional.

