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Dados do seu carro: saiba para onde vão e como são usados pelas montadoras

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Dados do seu carro: saiba para onde vão e como são usados pelas montadoras

No cenário atual, a conectividade dos veículos impacta diretamente na relação entre motoristas e montadoras, levantando questões cruciais sobre a privacidade e a utilização de dados pessoais. Os carros modernos estão equipados com tecnologias que coletam informações sobre hábitos de condução, preferências e até rotinas do usuário. Compreender como esses dados são armazenados e para onde eles vão é fundamental para motoristas que valorizam sua privacidade e segurança.

Os veículos conectados têm diversas formas de acessar e armazenar dados do condutor. Essa coleta pode ocorrer através de dispositivos como Bluetooth, que registra informações do telefone, ou por sistemas de navegação que guardam históricos de rotas. Também é possível coletar dados de aplicativos integrados ao sistema do carro, como histórico de locais visitados e compras.

O especialista em conectividade da SAE BRASIL, Mithermayer Menabo, menciona que a estrutura dos veículos conectados possibilita o armazenamento de uma variedade de informações, incluindo:

  • Perfis de usuários, com preferências pessoais.
  • Dados sobre estilo de condução e uso do veículo.
  • Informações operacionais, como velocidade e diagnóstico mecânico.

Além disso, o acesso a informações sensíveis como localização e hábitos pode trazer riscos se não houver uma política de privacidade clara por parte das montadoras. Dados como geolocalização e comportamento de direção podem ser armazenados e, em muitos casos, compartilhados com empresas parceiras, plataformas de telemetria e seguradoras.

Os dados coletados pela montadora geralmente são armazenados na nuvem, especialmente em veículos que contam com conectividade 5G. Essa prática permite diversas funcionalidades, incluindo manutenção preditiva e atualizações automáticas. No entanto, essa coleta de dados deve seguir as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estipula que os motoristas têm o direito de saber quais informações são coletadas e como são utilizadas.

Quando não há um contrato firmado para a coleta de dados, as informações transmitidas à montadora são reduzidas a dados de desempenho e falhas do veículo, sem identificar os usuários. É importante que os consumidores analisem as condições de compra antes de adquirir um carro conectado, considerando se desejam compartilhar suas informações pessoais com a montadora.

Para garantir a segurança de seus dados, é essencial que os motoristas tomem algumas medidas preventivas:

  1. Revisar as permissões de telemetria e ajustar as configurações de privacidade.
  2. Atualizar o software do veículo sempre que possível, evitando vulnerabilidades de segurança.
  3. Optar por utilizar Android Auto ou Apple CarPlay, que oferecem uma forma mais segura de conexão e minimizam o armazenamento de dados no veículo.
  4. Ao vender ou alugar o carro, apagar todos os dados pessoais, realizando um reset das configurações.

Por fim, quem possui contratos com montadoras, empresas de rastreamento ou seguradoras deve exigir a exclusão de informações pessoais após o término do serviço. Caso as empresas não atendam a essas solicitações, motoristas têm a opção de reportar reclamações à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável por fiscalizar a aplicação da LGPD.

Compreender como os dados são coletados e utilizados nos veículos conectados é vital para garantir a proteção de informações pessoais e fazer escolhas informadas na hora de adquirir um automóvel.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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