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Corais podem se recuperar de branqueamento através de contato físico direto

Estudo revela que contato físico entre corais saudáveis e afetados pode acelerar a recuperação de ecossistemas marinhos ameaçados.

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Corais podem se recuperar de branqueamento através de contato físico direto
BNDES Corais
Os corais são responsáveis por uma parte significativa do sequestro de carbono marinho e ajudam a proteger as áreas costeiras. | Foto: Francesco Ungaro | Unsplash

Um estudo recente da Universidade Stanford revela que fragmentos de corais saudáveis podem auxiliar na recuperação de corais afetados pelo branqueamento. Durante experimentos em laboratório, um fragmento que havia perdido as algas simbióticas essenciais para sua coloração e nutrição apresentou melhora em poucos dias após o contato com um coral saudável. O oceanógrafo Danny Collins relatou que “vimos sua cor se restaurar praticamente diante dos nossos olhos” e a recuperação total ocorreu em semanas.

Importância da Integração Genética

O estudo, publicado na revista Science Advances, indica que o fenômeno do branqueamento não implica automaticamente a morte do coral e que a recuperação pode ser mais rápida do que se imaginava. Contudo, para que haja essa recuperação, é necessário o contato físico entre fragmentos geneticamente compatíveis. Se separados por apenas alguns milímetros, a recuperação não acontece, e corais de diferentes origens genéticas reagem como se fossem tecidos transplantados, sem integração.

Fragmentos com a mesma base genética conseguiram se unir, criando uma “ponte” que facilita a troca de nutrientes entre eles. Esse mecanismo é essencial na natureza: assim, quando uma parte de uma colônia se solta, pode se reconectar ao organismo original.

Desafios para a Restauração dos Recifes

Essa descoberta é crucial, considerando que cerca de 96% dos recifes de coral em águas rasas estão criticamente ameaçados e podem desaparecer até 2075, conforme a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Esses ecossistemas são vitais, abrigando entre um quarto e um terço de todas as espécies marinhas e sustentando atividades pesqueiras e economias costeiras que beneficiam centenas de milhões de pessoas.

Julia Cole, cientista de corais não envolvida na pesquisa, considerou os resultados um “vislumbre de esperança”, mas advertiu sobre os desafios de aplicar essa técnica em larga escala. “Um projeto exigiria um esforço meticuloso, especialmente considerando a vasta extensão dos recifes”, alertou.

Transição Necessária para a Sustentabilidade

A equipe de Collins está explorando maneiras de aplicar suas descobertas em campo, como extrair algas de corais saudáveis e implantá-las em áreas ameaçadas. No entanto, é importante ressaltar que essa técnica não resolve a raiz do problema: o aquecimento global. Cole destacou que restaurar recifes requer ações efetivas contra as mudanças climáticas, enfatizando a necessidade de reduzir emissões de gases de efeito estufa e acelerar a transição para uma economia de energia limpa.

O estudo original foi publicado em Science Advances e discute a recuperação rápida do branqueamento de corais através da transferência de simbiontes de corais saudáveis.

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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