Ainda nos tempos atuais, ter uma casa ou apartamento próprio é desejo de boa parte dos brasileiros. Para conseguir transformar esse sonho em realidade, uma das formas mais acessíveis e requisitadas pelos consumidores é a contratação de um financiamento imobiliário — que possui taxas de juros mais baixas do que qualquer outra modalidade de empréstimo comum.
Confira o post abaixo e saiba mais sobre a composição de uma parcela de financiamento e como as instituições credoras definem o valor dos juros!
Qual a composição de uma parcela de financiamento imobiliário?
Engana-se quem pensa que as prestações de um financiamento de imóvel é composta apenas pela amortização — que nada mais é do que a devolução do montante de fato emprestado pela instituição financeira. Essa, claro, representa boa parte do valor total da parcela, mas os credores perderiam muito dinheiro caso fosse cobrado apenas a amortização.
Acontece que existe um negócio chamado “inflação”, que influencia — e muito — nos preços e no funcionamento do mercado financeiro como um todo. Nesse sentido, as taxas de juros ajudam a impedir que o credor receba do cliente um montante compatível com o emprestado em determinada época. Além disso, elas são a forma de adquirir lucro com a operação de crédito.
Cobrando juros aos mês do cliente que contratou o financiamento, a instituição financeira capta mais e mais recursos para o seu caixa. Vale lembrar que, mesmo com as taxas sendo baixas, o prazo é bem mais extenso do que qualquer outro empréstimo comum.
Há de se considerar, também, os seguros embutidos nas parcelas, que, mesmo estando longe de se equiparar com os valores do juros e da amortização, também possuem um determinado valor — que, afinal, é cobrado todo mês.
Como são determinadas as taxas de juros?
Como visto acima, as taxas de juros são um dos maiores custos de um financiamento imobiliário. Ao longo de todo o processo de quitação do empréstimo por parte do consumidor, o valor dos juros é corrigido de acordo com o andamento da inflação no mercado financeiro. Dessa forma, os credores evitam a perda de lucro.
No entanto, já parou para pensar qual o método adotado por eles para determinarem as suas taxas de juros? Isso pode parecer algo complexo, mas, a partir do momento que se toma essas tarifas como um mero produto do mercado financeiro, se torna mais fácil de entender. A inflação, novamente, é um grande influenciador nesse quesito.
Como qualquer outro produto a venda em qualquer outro mercado, os juros sofrem com a inflação, podendo ter seus valores aumentados ou diminuídos dependendo da situação econômica vigente. Com o aquecimento do ramo imobiliário, é provável que eles tenham uma queda, mas, caso a Selic aumente de valor, é provável que os juros sigam pelo mesmo caminho.
O tamanho do imóvel influencia no valor dos juros?
É comum que pensem que o tamanho de um imóvel influencie diretamente no valor da taxa de juros praticada no contrato de financiamento imobiliário. No entanto, saiba desde já que esse pensamento é errôneo, visto que, em momento algum, os credores consideram a metragem do bem imobiliário como um fator relevante para as tarifas.
De fato, o que mais importa, em relação ao imóvel, para que as instituições financeiras elevem ou não os juros é o valor dele e a sua finalidade. Caso, por exemplo, uma casa seja comprada para se tornar um ponto comercial, de certo as taxas serão mais altas do que caso ela fosse usada como imóvel residencial.
É necessário estar preparado para gastos extras com o financiamento
Por mais que as parcelas de um financiamento sejam, essencialmente, compostas pela amortização, os juros e os seguros, é necessário ter em mente que o processo de aquisição de tal montante de crédito pode envolver outros gastos. Taxas administrativas e emissões de documentos, por exemplo, ficam totalmente a cargo do consumidor. Portanto, é preciso incluir tais gastos no planejamento.

