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Com prejuízo, Meta vende Giphy para cumprir ordem antitruste

Imagem: T. Schneider/Shutterstock.com

Nesta terça-feira (23), a Shutterstock anunciou um acordo com a Meta para compra do Giphy, mecanismo de busca de GIFs adquirido há três anos pela controladora do Facebook por US$ 400 milhões. A venda motivada por uma ordem britânica de antitruste que obrigou a companhia de Zuckerberg a se desfazer do negócio.

A nova proprietária vai desembolsar “US$ 53 milhões em dinheiro líquido pago no fechamento”, o que significa uma recuperação de apenas 13% do valor investido para Meta. No entanto, o acordo com a Shutterstock, que deve ser fechado no próximo mês, prevê a continuidade de acesso ao conteúdo da Giphy pelo conjunto de produtos da controladora de Menlo Park.

Caso antitruste envolvendo venda da Giphy é inédito

A Meta anunciou a venda cerca de sete meses após a autoridade antitruste do Reino Unido emitir uma ordem final para ela se desfazer do negócio, baseado no fato de que a fusão reduziu a concorrência dinâmica. Originalmente, a decisão da Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) ocorreu em novembro de 2021, mas o processo de apelação atrasou a maior parte do ano.

Imagem mostra o logotipo da Meta em um computador, com um smartphone ao lado listando todos os apps da empresa

Imagem: mundissima/Shutterstock.com

Em outubro, a Meta confirmou que havia desistido de apelar ou tentar quaisquer recursos e relutantemente concordou em se desfazer da Giphy, mas o processo formal de desinvestimento não começou até que a CMA emitiu sua ordem final em janeiro deste ano, dando ao conglomerado de Zuckerberg tempo para vender o ativo.

Entre as condições da venda a que estava submetida, incluíam a venda da Giphy como entidade completa, além de encontrar um comprador legítimo, ou seja, uma empresa que mantivesse a Giphy como um mecanismo de busca de GIFs. A CMA também tinha a palavra final sobre para quem a Meta poderia vender a Giphy.

É a primeira vez que uma autoridade antitruste força uma empresa da Big Tech estadunidense a se desfazer de um negócio.

 

Via TechCrunch


Créditos: TecMasters