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Brasil é o maior comprador de carros chineses, enquanto EUA buscam proibição

O Brasil se destaca como um mercado promissor para veículos chineses, enquanto os EUA buscam proteger sua indústria automotiva de importações crescentes.

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Brasil é o maior comprador de carros chineses, enquanto EUA buscam proibição

O aumento da importação de veículos chineses no Brasil tem sido notável. Entre janeiro e maio de 2026, o país importou US$ 5,2 bilhões em carros da China, tornando-se o maior comprador mundial desses veículos, superando a Rússia. No total, 52,4% das importações de veículos realizadas nos sete primeiros meses do ano vieram de fabricantes chineses, e um em cada cinco carros novos vendidos no Brasil é de origem chinesa.

Trabalhador de fábrica de automóveis entre peças de carroceria numa linha de montagem
Produção em fábrica de montadora no Brasil: proposta da Anfavea inclui cota de importação para carros chineses — Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A demanda americana por proteção

Em um movimento oposto, um grupo que representa quase todas as montadoras dos Estados Unidos solicitou, em novembro, que o Congresso americano aprove uma proibição permanente da importação de veículos chineses. A Aliança para a Inovação Automotiva, que inclui grandes marcas como GM e Toyota, argumenta que essa medida é necessária para proteger o mercado dos riscos associados a uma “enxurrada” de importações que prejudicam fabricantes locais.

Motivos por trás do crescimento no Brasil

O crescimento da participação dos veículos chineses no Brasil pode ser explicado pelas barreiras comerciais que países como os EUA e a União Europeia impuseram aos carros elétricos chineses, levando esses fabricantes a buscar mercados mais abertos. O Brasil, nesse contexto, se destacou e se tornou o maior destino mundial para elétricos e híbridos da China, atingindo 337,1 mil unidades importadas entre janeiro e agosto de 2026, um aumento de 159,4% em relação ao ano anterior.

Além disso, desde julho de 2026, o Brasil passou a cobrar uma tarifa de 35% sobre elétricos e híbridos importados prontos, enquanto veículos totalmente desmontados continuam com uma alíquota de 14% até o final do ano. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) está propondo um pacote de medidas que incluem salvaguardas temporárias e limitações de importação, sugerindo que as importações de veículos chineses sejam restritas a entre 2,5% e 3% do mercado nacional, o que se traduz em cerca de 75 mil a 90 mil veículos por ano.

Perspectivas futuras

Até o momento, o governo brasileiro não se pronunciou sobre a aceitação dessa cota proposta, nem se irá aplicar a tarifa de 35% para carros completos, semelhante à que aplica para elétricos. Com a crescente aversão dos EUA e da União Europeia a veículos chineses e o Brasil mantendo-se como um dos mercados mais abertos do mundo para esses carros, resta a dúvida sobre a durabilidade dessa abertura e sua futura regulação.

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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