Negócios

Empresárias faturam 1 milhão com venda de bolsas pela internet

Sob o mote quanto mais bolsa melhor, as cunhadas Raissa Próspero Machado e a médica dermatologista Gabriela de Almeida Machado decidiram apostar no segmento de acessórios. Com pouco investimento inicial e o desejo de empreender, elas fundaram em 2012 a loja online, referência em produtos de fast fashion, Bolsa 150.

Foi com apenas R$ 5 mil, uma conta de e-mail, um perfil na rede social Instagram, um site e muito trabalho que surgiu a marca que hoje atende em torno de 450 pedidos por mês e faturou 1 milhão no último ano. “Durante os dois primeiros anos tínhamos 100% do site com produtos no valor de R$ 150, daí a origem do nome”, conta Raissa. Depois deste período e com a grande demanda do mercado, as empresárias decidiram aumentar o mix de produtos para variar os preços. Atualmente é possível encontrar bolsas entre R$ 70 e R$ 120 além de uma linha premium limitada acima de R$ 150, podendo chegar a R$ 350.

O preço competitivo e acessível para boa parte das mulheres, fez com que o negócio passasse ileso à crise. E para o próximo trimestre a previsão é de que o faturamento aumente em torno de 30% e que em 2017 este número dobre. A loja virtual, que tem curadoria a cargo das próprias sócias, disponibiliza mais de cem modelos por ano.

Com vendas pelo Instagram e site, Raíssa e Gabriela apostam na reposição rápida de estoque para conquistar as clientes. (Divulgação)

“Tudo aconteceu depois de algumas reuniões e muita pesquisa para entender o mercado em que iríamos atuar. Foi então que decidimos arriscar”, recorda Gabriela, na época com 30 anos. “Pesquisamos e testamos alguns produtos e por se tratar de um segmento pelo qual realmente gostamos, não foi difícil decidir”, explica Raissa. Foco e planejamento foram ingredientes imprescindíveis para começar o negócio que tem como objetivo atender o mercado de varejo, com 100% das vendas online. O motivo é simples, o comércio virtual além de estar em ascensão permite ao empresário trabalhar com um custo fixo baixo, economizando nas despesas com espaço físico e recursos humanos.

Para manter as vendas em alta, as fundadoras do e-commerce colocam em prática uma série de estratégias, uma delas é o fast replacement de produtos no site. “Fazemos a reposição de maneira rápida, de acordo com a necessidade de compra de cada cliente. Por isso investimos em itens de diferentes estilos, considerados “desejo” entre as mulheres que podem ser adquiridos com comodidade e sem sair de casa”, diz Gabriela. Outro fator que as empresárias atribuem o sucesso da empresa é o investimento em networking para colocar em prática um inteligente plano de marketing. “Nossas bolsas são usadas por celebridades e influenciadoras de diferentes estilos que ditam tendências e são elas as responsáveis por divulgar de forma real nossos produtos”, justifica Raissa.

Para complementar o negócio, as empresárias acabam de lançar um segundo e-commerce, com endereço próprio mas com os mesmos conceitos do Bolsa 150, com foco em sapatos. “Nós acreditamos que a segmentação de nichos é uma grande tendência de mercado, por isso optamos por não usar a mesma loja para comercializar produtos diferentes”, relata Gabriela.

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