Uma nova usina de biometano foi inaugurada no sul da Itália, prometendo uma fonte renovável significativa de gás natural que contribuirá para a redução das emissões de CO₂. Localizada em Grottole, a unidade da empresa europeia de desenvolvimento energético é capaz de produzir 45 gigawatts-hora (GWh) de energia renovável por ano, evitando a emissão de cerca de 9 mil toneladas de CO₂ anualmente, utilizando resíduos agrícolas.
Dependência do Gás Natural e Mudanças no Setor Energético
A Itália é uma das grandes economias europeias que mais depende do gás natural, responsável por 46% da geração de eletricidade do país, três vezes mais do que a energia hidrelétrica. A infraestrutura de gás natural é amplamente distribuída pelo território, mas a produção interna de gás é mínima. Esse cenário levou o mercado energético italiano a buscar soluções que aproveitem a infraestrutura existente, enquanto desenvolvem uma robusta indústria de biogás.
Crescimento da Produção de Biometano
A capacidade de produção de biometano na Itália apresentou um crescimento notável, saltando de 0,25 bilhão de metros cúbicos em 2022 para cerca de 1,6 bilhão de metros cúbicos em 2026. Os biocombustíveis emergem como os principais produtos energéticos domésticos, representando 35% do mercado, um ponto percentual a mais do que todas as outras fontes renováveis combinadas.
Implantação e Impactos Práticos
O grupo energético europeu Axpo adquiriu a central de biometano de Grottole em 2024, iniciando sua operação em julho. Atualmente, a usina está em fase de arranque, que deve durar seis meses. O processo utiliza subprodutos agrícolas de fazendas locais para gerar gás e fertilizantes com baixo teor de carbono, alinhando-se com as metas de descarbonização da Europa. A iniciativa não apenas reforça a segurança energética, mas também promove a economia circular na região.

