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Um “não” à estreia do filme ‘Quatro Vidas de um cachorro’ por maus-tratos contra animais

Escrito por Escobar Dog

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Em diferentes fóruns, foi encaminhada uma petição ao Ministério da Cultura da Espanha para impedir a estreia do filme “Quatro Vidas de um Cachorro”, por maus-tratos contra os animais, neste caso, maus-tratos contra cachorros.

No filme “Quatro Vidas de um cachorro”, é abordada a conexão especial que há entre os seres humanos e os cães. Mas, na filmagem, um cachorro é quase afogado. É inadmissível que se permita os maus-tratos contra animais. Há pessoas que querem impedir que esse filme estreie nos cinemas.

O site de entretenimento TMZ selecionou vídeos da filmagem do novo filme. As imagens mostram os maus-tratos a um cão durante a filmagem.

As imagens são muito fortes e mostram claramente como um pastor alemão resiste com todas as suas forças a entrar em uma correnteza artificial de água, enquanto no fundo são ouvidos gritos que pedem para que o retirem da água imediatamente, porque o cachorro estava prestes a se afogar.

A produtora do filme responde à acusação de maus-tratos contra animais

Fonte: Facebook de A Dog’s Purpose

Diante dos rumores de maus-tratos nesse filme, a resposta da produtora Amblin Entertainment não pôde ser mais absurda. De acordo com eles, o cão, Hércules, que quase se afogou, estava preparado e não tinha sido obrigado a se jogar na correnteza.

Além disso, o mais estranho foi que o filme procura mostrar a conexão entre os seres humanos e os cachorros, enquanto que, durante a filmagem, os cães são maltratados e quase foram afogados.

Felizmente, Hércules está bem, mas é inadmissível tolerar que os animais sejam maltratados dessa maneira para que eles façam o que os humanos desejarem.

A estreia do filme

O filme “Quatro Vidas de um cachorro” já estreou nos Estados Unidos e no Brasil, com um relativo sucesso. Não pode ser permitido que esse filme chegue a estrear na Espanha. A Associação PETA já tomou as providências quanto a esse assunto e está promovendo diferentes ações.

O vídeo foi gravado em outubro de 2015. Segundo um dos produtores do filme, Galvin Polone, um conhecido ativista dos direitos dos animais, ficou “horrorizado” com as imagens. A equipe de filmagem disse que os fatos deveriam ter sido investigados imediatamente.

A filmagem contou com a supervisão da American Humane Association (AHA), a entidade que garante nos créditos que asseguram que nenhum animal sofreu danos durante as filmagens dos filmes estadunidenses.

Essa entidade será julgada pelo seu papel ativo em vários escândalos relacionados a mortes e maus-tratos animais. A independência da companhia está em questão, porque ela é financiada pela mesma indústria que tem o dever de supervisionar.

Denúncias por maus-tratos de animais

De acordo com dados obtidos pela Sociedade Protetora de Animais e Plantas de Madri (SPAP), são recebidas uma média de 30 denúncias por mês sobre casos de maus-tratos a animais. Dessas denúncias, 99% são feitas por via administrativa e 1% por via penal.

Nesse sentido, é preciso prestar máxima colaboração com a Polícia ou a associação protetora de animais através da qual são feitas as denúncias dos objetos de delito. É muito importante conseguir provas do crime. Sem elas, a acusação de maus-tratos não se sustentará.

A questão principal é que, embora exista uma lei que proteja os animais contra os maus-tratos, os procedimentos e mecanismos para aplicá-la são inoperantes e lentos.

Em primeiro lugar, já é complexo o acesso à residência onde se registra a infração, quando é exigida a inspeção para saber sobre o estado em que se encontra o animal. Será necessária uma ordem legal, que não é fácil de obter.

A remoção do cachorro deveria ser realizada, na maioria dos casos de maus-tratos. Mas é complicado, porque, do ponto de vista legal, o animal ainda é considerado como propriedade privada. Além disso, nem sempre se consegue comprovar os maus-tratos. Por isso, a maioria das denúncias terminam arquivadas.

Fonte: Facebook de A Dog’s Purpose

A base legal para o delito de maus-tratos de animais

É preciso lembrar o artigo 337 do Código Penal da Espanha. Após sua última alteração no ano de 2010, os maus-tratos são definidos da seguinte forma: “quem, por qualquer meio ou procedimento, maltratar sem justificativas um animal doméstico ou adestrado, causando-lhe a morte ou lesões que prejudiquem gravemente sua saúde, será punido com a pena de três meses a um ano de prisão e perda de direito especial de um a três anos de exercício, ofício ou comércio que tenham relação com os animais”.

Fonte das imagens: Facebook de A Dog’s Purpose

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