Desde o dia 1º, o Sistema Cantareira, principal fonte de captação e tratamento de água da Grande São Paulo, entrou em operação de alerta. A medida foi adotada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas em resposta ao volume útil que alcançou apenas 39,87%, uma leve queda em relação aos 40,52% registrados em maio. Essa redução está ligada ao início do período seco e representa uma diminuição de 18,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando o volume era de 47,33%.
A Sabesp, responsável pelo abastecimento de água na região, está autorizada a extrair até 27 metros cúbicos por segundo do Sistema Cantareira. Além disso, a água da Usina Hidrelétrica Jaguari, na bacia do Rio Paraíba do Sul, também poderá ser utilizada. Com a diminuição do volume útil para a faixa entre 30% e 40%, o sistema se classifica na faixa operacional 3, que indica alerta.
Durante esse período, há a possibilidade de aplicar a Gestão de Demanda Noturna (GND), que consiste na diminuição da pressão na rede de abastecimento durante as horas de menor consumo. Essa restrição só será implementada se o nível do volume útil permanecer na mesma faixa por sete dias consecutivos, o que ainda não ocorreu.
As agências responsáveis destacam a relevância de medidas operacionais para a gestão da demanda de água, enfatizando a necessidade de reduzir o consumo e prevenir perdas, além de estimular o uso consciente do recurso pela população. A orientação é para que os usuários adotem práticas de conservação com o objetivo de preservar as reservas hídricas do sistema. A gestão conjunta do Sistema Cantareira reitera a importância de medidas efetivas, pois a situação hídrica afeta diretamente a disponibilidade de água para milhões de pessoas na região metropolitana.
Nesse contexto, cada atitude conta. Adotar hábitos sustentáveis no consumo de água não é apenas uma responsabilidade coletiva, mas uma ação que pode fazer a diferença em tempos de escassez.
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