Se você achava que as baterias de 10.000 mAh já eram exageradas, aguarde: a Samsung está desenvolvendo uma célula dupla de 20.000 mAh para smartphones, capaz de entregar até 27 horas de tela ligada. O problema? Durante os testes, um dos módulos inchou até quase o dobro da espessura e voltou para o laboratório.
Enquanto a Honor acaba de revelar os gaming phones WIN e WIN RT com bateria de 10.000 mAh e recarga rápida de 100 W, a fabricante coreana já mira um novo patamar. A informação vem do tipster @phonefuturist em tweet, apontando que a Samsung está testando um sistema de duas células em silício-carbono (Si-C) somando 20.000 mAh.
Do Motorola DROID ao OnePlus 15: uma evolução na autonomia
Lembra quando trocar bateria era hobby? Nos primeiros Androids, como o Motorola DROID, bastava ter uma célula carregada no bolso. Depois o iPhone chegou sem bateria removível, e em 2015 a Samsung seguiu o mesmo caminho na linha Galaxy S.
Hoje, a meta geral é garantir pelo menos 24 horas de uso. Um dos avanços recentes foi o salto da OnePlus: do modelo 13 com 6.000 mAh ao OnePlus 15 com 7.300 mAh.
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O “monstro” de 20.000 mAh da Samsung
Segundo @phonefuturist, o protótipo da Samsung combina duas células Si-C:
- Uma de 12.000 mAh com 6,3 mm de espessura
- Outra de 8.000 mAh com 4 mm de espessura
Na teoria, essa dupla entrega até 27 horas de SOT (Screen-On Time) e suporta 960 ciclos de carga anuais sem perda drástica de capacidade. Em comparação, muitos flagships atuais ficam abaixo de 10.000 mAh.
As baterias de silício-carbono prometem densidade energética maior que as de íon-lítio tradicionais, mas ainda enfrentam desafios de estabilidade.
Desafio do inchaço e o caminho de volta ao laboratório
Durante os testes internos, a célula menor passou de 4 mm para impressionantes 7,2 mm após vários ciclos de carga. Esse inchaço pode pressionar o chassi do aparelho, comprometer o display e até causar falhas elétricas.
“O dual-cell mostrou ótimo desempenho de curto prazo, mas a estabilidade de longo prazo ainda está em aberto”, declarou @phonefuturist.
Agora, a Samsung precisa reformular a química ou o processo de selagem para conter a dilatação. É possível que ajustes na composição do eletrodo ou na distribuição de eletrólito resolvam o problema. Mas isso pode atrasar o lançamento comercial em alguns meses.
O que isso significa para o mercado brasileiro?
Se a Samsung conseguir domar o inchaço, podemos ver no Brasil um smartphone com autonomia que beira dois dias de uso intensivo. É uma ótima notícia para quem vive fora de tomadas ou viaja bastante.
Por outro lado, baterias maiores encarecem o produto e podem impactar o design, deixando os aparelhos mais grossos e pesados. E, claro, há a questão dos impostos: um celular desses, já custando caro lá fora, pode chegar à faixa de R$ 8.000 a R$ 15.000 por aqui.
Antes que você pergunte, nenhuma data de lançamento foi mencionada oficialmente pela Samsung. Tudo indica que os testes seguem em ambiente controlado e a empresa ainda avalia viabilidade comercial.
No fim das contas, esse protótipo de 20.000 mAh pode ser o próximo grande salto em autonomia – se o pepino do inchaço for resolvido.
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Créditos TecStudio

