A Apple pode estar prestes a repetir uma escolha que não fazia desde o iPhone X: confiar toda a produção de painéis OLED para um único fornecedor. Segundo reportagem do The Korea Herald, a Samsung Display seria a candidata a assumir esse papel exclusivo na linha iPhone 18, prevista para 2026 e que deve marcar os 20 anos do iPhone.
Se a informação se confirmar, será a primeira vez desde o lançamento do iPhone X, em 2017, que a Apple abre mão da estratégia de diversificação de fornecedores para as telas de seus smartphones. Desde então, a empresa passou a distribuir os pedidos entre Samsung, LG Display e a chinesa BOE justamente para reduzir riscos na cadeia de suprimentos.
Por que a Apple diversificou e por que pode mudar agora
A dependência de um único fornecedor de componentes críticos é um risco que grandes fabricantes costumam evitar. Atrasos de produção, problemas de qualidade ou disputas comerciais com um único parceiro podem comprometer o lançamento de milhões de unidades. Foi exatamente esse raciocínio que levou a Apple a incluir LG Display e BOE em sua cadeia de fornecimento de painéis OLED ao longo dos últimos anos.
A possível volta à exclusividade com a Samsung, portanto, não seria uma decisão trivial. Na prática, isso indicaria que a Apple avalia que a Samsung Display reúne, sozinha, capacidade técnica e volume de produção suficientes para atender toda a demanda da linha iPhone 18, que historicamente movimenta dezenas de milhões de unidades logo nos primeiros meses.
A tela que a Apple teria pedido à Samsung
Parte da explicação para essa possível exclusividade está nas especificações técnicas que a Apple teria solicitado. Conforme informações divulgadas anteriormente por um tipster e detalhadas em reportagem do TecStudio, a Apple pediu à Samsung o desenvolvimento de um painel OLED sem polarizador e com curvas nos quatro lados.
Para eliminar o polarizador, a Samsung precisaria adotar a tecnologia chamada COE, sigla em inglês para color filter on encapsulation, que consiste em aplicar o filtro de cor diretamente sobre o encapsulamento do painel. A vantagem é uma tela mais fina, com maior transmissão de luz e potencialmente melhor eficiência energética. A Samsung já possui essa tecnologia, o que a coloca em posição de vantagem em relação a concorrentes como LG Display e BOE.
O obstáculo, porém, é o prazo. Segundo especialistas do setor ouvidos pelo The Korea Herald, esse tipo de display pode não estar pronto para produção em massa a tempo do lançamento do iPhone 18. Ou seja, mesmo que a Samsung seja a escolhida como fornecedora exclusiva, ainda há incerteza sobre se o painel com as características mais avançadas chegará ao produto final.
O que isso representa para Samsung e Apple
Do ponto de vista comercial, o contrato exclusivo seria expressivo para a Samsung Display. Em 2017, quando a empresa foi a única fornecedora de painéis OLED para o iPhone X, estimativas do setor apontavam receitas na casa dos bilhões de dólares apenas com esse fornecimento. Com a linha iPhone 18 prometendo ser uma edição comemorativa de 20 anos, a expectativa é de demanda ainda maior.
Para a Apple, a decisão envolveria uma troca calculada: abrir mão da segurança da diversificação em favor de um parceiro com tecnologia mais avançada e capacidade de produção consolidada. Vale lembrar que a Samsung Display e a divisão de smartphones da Samsung são empresas distintas, o que permite que as duas gigantes mantenham uma relação de fornecimento mesmo sendo concorrentes diretas no mercado de celulares.
Por enquanto, nenhuma das empresas confirmou oficialmente o acordo. O The Korea Herald cita fontes do setor, mas tanto Apple quanto Samsung não se pronunciaram publicamente sobre o assunto.
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O iPhone 18 não tem data de lançamento confirmada, mas o ciclo habitual da Apple aponta para o segundo semestre de 2026. Até lá, os detalhes sobre fornecedores, especificações de tela e eventuais mudanças de design devem continuar surgindo em relatórios do setor e na imprensa especializada coreana, que historicamente antecipa informações sobre a cadeia de suprimentos da Apple na Ásia.
Fonte: SamMobile
Créditos TecStudio

