Quando a Samsung lançou o Galaxy S20 Ultra, em 2020, a palavra “Ultra” significava algo claro: o celular mais ambicioso e inovador que a empresa já havia feito. Câmera de 108 MP, zoom de 100x, design ousado. Era o topo absoluto, top dos tops. Cinco anos depois, o termo se desgastou a ponto de virar sinônimo de preço, não de capacidade. E os rumores sobre os próximos dobráveis da marca deixam isso ainda mais evidente.
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De acordo com informações recentes, a Samsung prepara uma nova estratégia para a linha Galaxy Z Fold. Em vez de um único modelo topo de linha, a empresa deve lançar dois aparelhos: o Galaxy Z Fold 8 e o Galaxy Z Fold 8 Ultra. O primeiro seria o modelo mais largo, com formato de passaporte, enquanto o segundo manteria o design quadrado tradicional, sucedendo o Galaxy Z Fold 7. A pergunta que fica é: o que, de fato, torna o Fold 8 Ultra um “Ultra”?
A resposta, segundo as especificações vazadas, é decepcionante. O modelo Ultra deve vir com bateria de 5.000 mAh (um aumento em relação ao Fold 7), o que anima bastante, sensor ultrawide de 50 MP (também uma evolução) e o mesmo processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 da linha Galaxy S26. Mas é só. Não há suporte para S-Pen, nem revestimento antirreflexo, nem zoom óptico de 5x. A câmera teleobjetiva continua sendo a mesma de 3x que a Samsung usa há anos em seus smartphones top de linha.
O que diferencia o Ultra do modelo comum
Para entender a estratégia, é preciso olhar para o outro modelo da linha. O Galaxy Z Fold 8 padrão, o modelo mais largo, deve vir com bateria de 4.800 mAh, sensor principal de 50 MP (em vez dos 200 MP do Ultra) e sem a teleobjetiva de 3x. Ainda é um aparelho premium, mas claramente empurrado para trás. A Samsung, portanto, está usando “Ultra” para indicar posição na linha e preço, e não um salto de capacidade que justifique o nome.
Na prática, o Fold 8 Ultra fica atrás do Galaxy S26 Ultra em câmeras e recursos, mas compensa com a tela dobrável. É um bom celular, mas não é o que se espera de um modelo “Ultra”, especialmente quando concorrentes como a Xiaomi e a Oppo estão entregando hardware mais agressivo, com sensores de resolução mais alta, baterias maiores e preços mais competitivos.
O caso não é isolado: Watch Ultra e Tab Ultra seguem o mesmo padrão
Essa diluição do termo não é novidade na Samsung. O Galaxy Watch Ultra, por exemplo, é quase idêntico ao Watch 8 Classic em especificações, mas troca o aro giratório (um dos diferenciais da linha Classic) por uma bateria maior e um design mais robusto. E nem é tão robusto assim… Tem muita gente reclamando que a tinta do Galaxy Watch Ultra não dura nem um pouquinho. Já o Galaxy Tab S11 Ultra é basicamente um Tab S11 com tela maior, com as diferenças de hardware mínimas.
O problema é que “Ultra” carrega um peso enorme na mente do consumidor. Sugere o melhor do melhor, superior aos “Pro” da concorrência. Mas, na prática, muitas vezes é o oposto. A Samsung sabe disso e usa o termo para justificar preços mais altos, mesmo quando o hardware não acompanha a promessa.
O que a Samsung deveria ter feito
Uma solução mais honesta seria adotar uma nomenclatura diferente para o Fold 8 Ultra. Nomes como Fold 8 Pro ou Fold 8 Edge seriam mais adequados. Ou, melhor ainda, manter o modelo quadrado como Fold 8 padrão e batizar o modelo mais largo de Fold 8 Mini ou Fold 8 Wallet. Isso evitaria a confusão e manteria a integridade do termo “Ultra” para quando a Samsung realmente entregar algo extraordinário.
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Resta saber se o Fold 8 Ultra conseguirá se provar um dispositivo à altura do nome. A julgar pelo histórico recente, a resposta tende a ser negativa. Mas, como tudo em tecnologia, a palavra final virá com o lançamento oficial e os primeiros reviews.
Fonte: SammyGuru
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Créditos TecStudio

