
No Dia da Árvore, em 21 de setembro, um relato do botânico alemão Carl Friedrich Philipp von Martius, datado de 1819, gera curiosidade ao revelar a longevidade de árvores na Amazônia. Durante uma expedição, Martius registrou árvores impressionantes, com uma delas tendo 25,5 metros de circunferência, necessitando de 15 homens para abraçar seu tronco. Estimou-se que essas árvores poderiam ter entre 2.052 e 4.104 anos, sugerindo que elas podem ter existido antes de Cristo.
Essa impressionante durabilidade leva à reflexão sobre a história da Terra, com Martius notando que essas árvores sobreviveram a períodos em que civilizações surgiram e desapareceram. “Estamos diante de um registro vivo de uma parte da história da Terra”, destaca Fernando B. Matos, pesquisador do Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA).
História e Atualidade das Gigantes da Amazônia
Mais de 200 anos após aquele relato, as árvores milenares continuam a ser estudadas. Em 2022, uma expedição alcançou um angelim-vermelho de impressionantes 88,5 metros de altura e circunferência de quase 10 metros, com idade estimada entre 400 e 600 anos. Essas árvores ainda compõem a rica biodiversidade amazônica, incluindo espécies como castanheiras e sumaúmas, que também atingem alturas notáveis.

A Importância da Flora Brasiliensis
O relato de Martius faz parte da obra Flora Brasiliensis, publicada entre 1840 e 1906, que é um marco na botânica brasileira. A obra contém 10.367 páginas, abrangendo 22.767 espécies e milhares de ilustrações botânicas. Atualmente, o conteúdo está disponível digitalmente através da Flora Brasiliensis Online, resultado de uma parceria entre o CRIA, a Unicamp e o Jardim Botânico do Missouri.
A plataforma proporciona acesso às páginas da obra original e imagens em alta resolução, permitindo um estudo interativo sobre a riqueza da flora brasileira. O projeto também é acessível via Google Arts & Culture, oferecendo uma visão inovadora sobre as espécies e as histórias que elas contam na biodiversidade brasileira.
O Papel do CRIA na Conservação da Biodiversidade
Com 25 anos de experiência, o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) atua na interligação entre biodiversidade, ciência e tecnologia, promovendo a conservação ambiental e a sustentabilidade. A instituição é uma referência na coleta e disseminação de informações sobre biodiversidade na América Latina, que serve como base para decisões informadas de universidades, governos e outras entidades.
Esse trabalho é essencial não apenas para preservar espécies, mas também para auxiliar na adaptação às mudanças climáticas que afetam a região. Para mais detalhes sobre suas iniciativas, visite o site do CRIA.

