A recente pesquisa da Deloitte, que ouviu 28.000 consumidores em 27 países, incluindo o Brasil, destaca um ponto crucial para motoristas e consumidores: a infraestrutura de recarga é a principal preocupação na adoção de veículos elétricos. 93% dos brasileiros acreditam que devem poder recarregar seus carros em casa ou no trabalho, o que evidência a necessidade urgente de expansão da infraestrutura pública para suportar a crescente demanda por carros elétricos.
Atualmente, muitos usuários expressam receio em relação à disponibilidade de pontos de recarga públicos, com uma parte significativa dos brasileiros desejando realizar a recarga em residências. No entanto, 67% dos entrevistados não possuem carregadores em casa, uma estatística preocupante que reflete a disparidade entre a intenção dos consumidores e a realidade das opções disponíveis. Em comparação, o Japão apresenta uma porcentagem ainda maior de habitantes sem acesso a carregadores, enquanto a China já conta com 88% de seus entrevistados utilizando carregadores em suas residências.
Além disso, a pesquisa evidencia um descompasso entre a intenção de recarregar em casa ou em condomínios e a dificuldade de encontrar pontos de recarga eficientes em espaços públicos, como shoppings e centros de lazer. Esse cenário se agrava em países de grande extensão territorial como o Brasil, onde a recarga em estradas representa um desafio crucial a ser enfrentado nos próximos anos.
No campo da segurança, um novo projeto, o Viva Plus, está sendo implementado desde janeiro deste ano com o objetivo de tornar os testes de colisão mais inclusivos. Historicamente, essas avaliações foram desenvolvidas com base em modelos masculinos, mas agora uma nova biblioteca aberta de Modelos do Corpo Humano certificar os testes tanto para homens quanto para mulheres. Esse avanço é fundamental para garantir a proteção efectiva de todos os usuários, independentemente de gênero, e pode influenciar positivamente as normas de segurança automotiva.
Liderado pela Universidade de Tecnologia de Chalmers e financiado pela Administração de Transportes da Suécia, o projeto prevê conclusão até setembro de 2027. A proposta visa aprimorar a previsão de lesões e a proteção dos ocupantes de veículos, contribuindo para uma diretriz mais abrangente e robusta na segurança automobilística.
Portanto, tanto a questão da infraestrutura de recarga para veículos elétricos quanto a busca pela igualdade na segurança automotiva são temas que demandam atenção e ações concretas por parte do setor. A expansão de pontos de recarga e a inclusão de variáveis de gênero nos testes de segurança são passos essenciais para o avanço na mobilidade sustentável e na proteção de todos os usuários nas vias.
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