Uma nova pesquisa revela que a preferência dos brasileiros por carros eletrificados está em ascensão. De acordo com um estudo da Webmotors, 71,4% dos entrevistados optariam por um veículo zero km eletrificado em vez de um modelo apenas a combustão. Este índice representa um aumento de 7 pontos percentuais em relação a 2025, evidenciando uma mudança significativa no interesse dos consumidores.
Híbridos predominam entre as preferências
Os veículos com motorização híbrida, que combinam um motor a combustão com um sistema elétrico, são os mais cogitados pelos entrevistados que ainda não possuem um carro híbrido ou elétrico. Dessa amostra de 1,2 mil participantes, 39,9% consideram adquirir um modelo híbrido (HEV/PHEV), enquanto 22,6% estão abertos a opções híbridas ou 100% elétricas e 8,9% se interessam apenas por elétricos. Já 15,6% ainda preferem um motor apenas a combustão.
Motivos por trás da mudança
O aspecto econômico é o principal motivador dessa preferência. Cerca de 72% dos participantes destacaram o custo-benefício como o fator mais relevante na decisão de compra, superando preocupações ambientais e de inovação. O alcance de rodagem, que é a autonomia do veículo, ficou em segundo lugar, citado por 43% dos entrevistados, refletindo preocupações logísticas para quem planeja adquirir um carro elétrico.
Limites de preço influenciam a escolha
Embora o interesse por veículos eletrificados esteja crescendo, o preço ainda é um limitador. Quase metade dos respondentes, 47%, consideraria razoável pagar até R$ 100 mil por um carro sustentável. Somando as faixas de até R$ 150 mil, 82% dos entrevistados mostram que concentra sua expectativa de compra nesse segmento. Esse dado é crucial para fabricantes e concessionárias que visam adaptar suas ofertas ao mercado.
Contexto da pesquisa
O estudo foi conduzido pela Webmotors Autoinsights em junho de 2026, com 1,2 mil pessoas que acessaram a plataforma buscando um veículo. Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors, salienta que a expansão do mercado de eletrificados depende da clareza na relação entre o investimento inicial e a economia gerada ao longo do tempo.

