O lince da Península Ibérica está em perigo crítico de extinção nas últimas décadas. Apresentaremos este felino único e contaremos a história de sua recuperação.
Características do lince da Península Ibérica
O lince ibérico é um felino de tamanho mediano; embora seja pequeno em comparação com outras espécies de lince. Os machos adultos são um pouco maiores que as fêmeas: elas pesam cerca de 10 quilos e eles chegam aos 13 quilos.
Eles têm uma cauda curta, terminada em uma borla preta; que sempre está ereta. Eles são marrons ou grisalhos com manchas em preto e branco; essas manchas podem ser de diferentes tamanhos e intensidades.
No entanto, a característica física mais marcante deste lince são os pincéis que ele tem nas pontas das orelhas: eles ajudam a camuflar e são feitos de pelos pretos espessos. Sob as bochechas, há dois bigodes brancos que se tornam maiores com a idade.
Em proporção, eles são animais com um aspecto gracioso e com pernas longas. Eles são espécies inteligentes que vivem em grupos. São grandes caçadores; apesar de agirem sozinhos e não desenvolverem estratégias coletivas, como as outras espécies.
Alimentação do lince ibérico
O lince ibérico é um animal carnívoro. 90% de sua dieta é composta por coelhos; embora essa proporção possa variar dependendo da estação do ano.
Durante o verão, ele se alimenta quase que exclusivamente dos coelhos que caça; mas no inverno, quando há um decréscimo da população dos Lagomorfos, o lince procura outras presas. Em sua dieta, também estão presentes outros pequenos mamíferos e pássaros; mas já foram vistos caçando cabras e os filhotes desta.
Um dos problemas na conservação e recuperação do lince ibérico está na sua dieta: uma vez que é ele tão seletivo com a sua presa; precisa de um habitat onde seja abundante. Além disso, as doenças que aparecem em suas presas também são motivo de alarme para sua sobrevivência.
Habitat do lince ibérico
O lince ibérico vive na floresta mediterrânica: lugares que são caracterizados por não serem muito íngremes, com grandes extensões de terra plana, muitos arbustos e grama baixa. Na Península Ibérica há poucos lugares como este, que não foram afetados pela ação do homem.
Há algumas décadas, o lince vivia na Andaluzia, na Serra Morena e na Serra de Gata, na Espanha e no sul de Portugal. Durante os primeiros anos do século 21; muitos se extinguiram desses lugares. Atualmente; sobrevivem especialmente na Andaluzia, concentrados no parque natural de Doñana e foram reintroduzidos em Serra Morena.
No entanto, estão preparando outros habitats para poderem introduzi-los; a fim de alcançar a expansão da espécie: o vale do Guadiana, em Portugal, está sendo melhorado. Quando há populações estáveis de coelhos e a ação humana desaparece nesses lugares, a população de linces pode ser expandida.
Progresso na recuperação
Durante os primeiros anos do século 21; o lince tinha uma população tão baixa que colocou a espécie em perigo crítico de extinção: estimou-se que restavam menos de 100 espécimes. Felizmente, os esforços de conservação estão valendo a pena e agora existem mais de 500.

Diferentes projetos estão sendo realizados para alcançar sua recuperação: seu modo de vida está sendo estudado em profundidade para preparar novos habitats; mas a reprodução em cativeiro também está sendo produzida para garantir a reprodução.
Além disso, eles foram reintroduzidos em lugares onde haviam desaparecido. Este passo foi um sucesso; já que está ocorrendo nascimentos em liberdade; sem a intervenção dos humanos. Em algumas áreas, muitas câmeras ocultas foram instaladas para saber exatamente como eles vivem e que problemas enfrentam.
Ameaças ao lince da Península Ibérica
Embora os dados sejam otimistas; não devemos nos esquecer que o lince da Península Ibérica ainda está em perigo de extinção. 2017 e 2018 foram anos de muitos nascimentos; mas também de muitas mortes acidentais que poderiam ter sido evitadas.
Atualmente, o maior perigo de morte que os linces ibéricos têm são os atropelamentos; já que existem estradas secundárias que atravessam parte de seus habitats. Além disso, as armadilhas preparadas para outros animais, como raposas e coelhos; são preocupantes porque eles também caem nelas.
O lince ibérico é o felino mais ameaçado do mundo; mas está em processo de recuperação. Está sendo um trabalho cuidadoso e lento; mas os dados da última década parecem otimistas.
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