O aumento da complexidade no mercado publicitário, impulsionado pela transformação digital e pelo uso da inteligência artificial, está criando uma urgência por novas métricas e padrões de transparência. Empresas, anunciantes e agências precisam se adequar a esse cenário, que exige maior responsabilidade nas relações comerciais e na mensuração de resultados. A presidência de Melissa Vogel no Cenp (Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário) traz a promessa de liderar essa mudança.
Em sua nova gestão, Melissa enfatiza a continuidade e a necessidade de adaptação frente às inovações do setor. Com um foco claro em criar um ambiente mais ético e sustentável, ela afirma: “O meu compromisso é seguir com essa construção de um ambiente cada vez mais ético, mais sustentável e mais transparente.” A abordagem dela é marcada por uma visão mais colaborativa, o que é um passo importante para fortalecer as relações entre os diferentes agentes do mercado.
Uma das primeiras iniciativas de sua gestão é o lançamento do Guia de Mensuração Crossmedia. Este documento visa estabelecer parâmetros mínimos para a medição de campanhas em diversas plataformas e formatos. Dada a diversidade de canais disponíveis, a comparação entre audiências e resultados se tornou desafiadora. Como Melissa ressalta, “Todos os agentes do mercado sentaram na mesma mesa para conversar sobre o que se espera de um padrão mínimo de medição de audiência”. O objetivo é criar referências comuns que ajudem na avaliação de campanhas e resultados.
Segundo a presidente do Cenp, o guia é um passo vital para que as medições se tornem mais confiáveis. “Ele traz as bases e os fundamentos para qualquer medição de campanha, resultados e planejamento que usem métricas e dados”, explica. Este passo é crucial para promover padrões que ajudem todos os envolvidos a se alinhar em suas expectativas.
Outra questão cada vez mais relevante é a regulamentação do marketing de influência, um espaço em rápida expansão no mercado publicitário. Melissa compartilhou que um guia voltado para este segmento está em fase final de desenvolvimento. “É tudo muito novo. Então é importante você ter uma base que possa instruir, ajudar e construir coletivamente relações sustentáveis dentro desse setor”, destaca, referindo-se à necessidade de estabelecer regras claras para as interações entre influenciadores, agências e anunciantes.
Ao traçar um paralelo entre o Brasil e outros países, Melissa defende que o mercado publicitário brasileiro está em um nível avançado de maturidade em termos de diálogo e autorregulação. “O Brasil, quando você fala do mercado publicitário e de mídia, está quase no nível do estado da arte”, afirma. Este reconhecimento destaca não apenas a dimensão econômica do setor, mas também a qualidade das relações e das estratégias adotadas.
O trabalho colaborativo e a abertura ao diálogo serão fundamentais para que o setor responda eficazmente às inovações trazidas pelas novas tecnologias nos próximos anos. À medida que o ambiente digital continua a evoluir, a adoção de práticas éticas e sustentáveis se torna não apenas desejável, mas essencial para a sobrevivência e o sucesso de todos os participantes do mercado publicitário.
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