Geek

NASA revela como o iPhone 17 Pro Max foi autorizado para missão lunar

Quatro iPhones 17 Pro Max estão a caminho da Lua, viajando a uma velocidade de aproximadamente 40 mil km/h, mas os astronautas da missão Artemis II não poderão utilizá-los para acessar redes sociais. A NASA revelou ao The New York Times o rigoroso processo de certificação que transformou os smartphones da Apple em câmeras espaciais extremamente robustas.

– Publicidade –

A confirmação surgiu após o administrador da NASA, Jared Isaacman, declarar no início do ano que os astronautas teriam a oportunidade de “voar com os smartphones mais recentes”. O relatório do NYT, publicado em 3 de abril de 2026, oferece a primeira visão detalhada de como a agência espacial americana qualificou os dispositivos para uso prolongado no espaço e além.

Sem conexão, apenas fotos e vídeos

Embora não seja a primeira vez que um iPhone participa de uma missão espacial, a Artemis II marca a estreia da NASA em fornecer um dispositivo para cada membro da tripulação com o objetivo específico de capturar imagens. A Apple informou ao veículo americano que não participou do processo de aprovação, mas reconheceu que esta é a primeira vez que um iPhone foi totalmente qualificado para uso prolongado no espaço.

Na prática, as funções dos dispositivos são extremamente limitadas. De acordo com a NASA, os iPhones “não têm acesso à internet ou Bluetooth”. Sua única função autorizada é capturar fotos e vídeos, transformando-os em ferramentas especializadas dentro da cápsula Orion.

O processo de quatro fases para voar no espaço

A aprovação não foi simples. Tobias Niederwieser, professor assistente de pesquisa no BioServe Space Technologies, explicou ao NYT que o procedimento habitual envolve quatro etapas. A primeira consiste em apresentar o hardware a um painel de segurança. A segunda identifica os riscos potenciais, que variam desde partes móveis até materiais como vidro que podem se estilhaçar. A terceira estabelece um plano para mitigar esses riscos. A quarta valida a eficácia do plano.

O iPhone 17 Pro Max conta com Ceramic Shield 2 tanto na frente quanto na parte traseira. Segundo a Apple, o Ceramic Shield 2 é “mais resistente do que qualquer vidro de smartphone”. Entretanto, a resistência a estilhaços não foi o único critério levado em consideração.

Desafios únicos da microgravidade

O processo tem como objetivo proteger tanto a tripulação quanto a espaçonave, explicou Niederwieser. Em “uma cápsula perfeitamente selada” em microgravidade, onde os efeitos gravitacionais são tão reduzidos que objetos parecem não ter peso ou estão em queda livre, o hardware opera em condições bastante diferentes das que existem na Terra.

Um exemplo prático: a NASA considerou o uso de Velcro para fixar os celulares na cápsula Orion. Pelo menos um dos iPhones foi armazenado no bolso da perna do traje espacial do astronauta Jeremy Hansen antes do lançamento, conforme mostrado em um vídeo compartilhado nas redes sociais.

Além dos quatro iPhones, a tripulação tem à disposição outras câmaras: quatro GoPro Hero 11 e dois modelos Nikon D5. Uma dessas câmeras já registrou uma imagem impressionante da Terra iluminada pela lua cheia, que foi divulgada pela NASA em sua conta oficial.

O que especialistas dizem sobre a decisão

A escolha por dispositivos comerciais como o iPhone representa uma mudança gradual na filosofia da NASA. “Há algo muito familiar na estética do iPhone que tornará a Lua mais acessível”, comentou Owen Sparks, observador do programa espacial, em uma publicação nas redes sociais. “Literalmente veremos a superfície lunar através da mesma lente com a qual capturamos nossas vidas cotidianas.”

Para acompanhar as postagens dos astronautas durante a missão Artemis II, a NASA mantém uma galeria atualizada em seu site oficial. Se as imagens e vídeos capturados com os iPhones serão tão impressionantes quanto as capturadas com câmeras especializadas, só o tempo dirá.

– Publicidade –