Meio Ambiente

Mudanças climáticas devem elevar número de mortes na Europa, diz estudo

Um estudo da Universidade de Umea, na Suécia, alerta para o risco de morte causado pelas mudanças climáticas. Segundo a publicação, muitos países europeus devem perceber as consequências das emissões de gás ozônio nos próximos 60 anos.

Um estudo da Universidade de Umea, na Suécia, alerta para o risco de morte causado pelas mudanças climáticas. Segundo a publicação, muitos países europeus devem perceber as consequências das emissões de gás ozônio nos próximos 60 anos.

O material foi divulgado na última terça-feira (27) durante o Congresso anual da Sociedade Europeia de Respiração (ERS, da sigla em inglês) e mostra que os principais causadores dessas emissões são os motores a combustão, usados por carros ou por indústria.

Entre os países afetados estão Bélgica, França, Espanha e Portugal, que deverão registrar aumentos de 10% a 14% no número de mortes, durante os próximos 60 anos, em consequência da poluição e das mudanças climáticas.

Os resultados do estudo foram obtidos a partir de análises de cenários climáticos em diferentes épocas, com simulações de como os níveis de ozônio influenciam as mudanças climáticas. Os anos estudados foram 1961, 1990, 2012 e 2041, representando situações do passado, presente, futuro próximo e futuro.

Durante o diagnóstico foi possível perceber que Bélgica, Irlanda, Holanda e Reino Unido são as nações europeias que registraram o maior número de mortes causadas pelas mudanças climáticas. O aumento do ozônio deixa as pessoas mais vulneráveis a doenças respiratórias e as alterações na temperatura do mundo também afetam o ar, a água, a agricultura e facilitam a proliferação de doenças como malária ou diarréia.

Diante disso, os cientistas alertam para a necessidade de uma ação imediata de redução na poluição e, principalmente, nas emissões de ozônio, e também que o setor de saúde esteja preparado para o aumento nas doenças. Com informações do G1.

Redação CicloVivo