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Mudanças no ECA Digital exigem novas estratégias de publicidade infantil online

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Mudanças no ECA Digital exigem novas estratégias de publicidade infantil online

Um novo cenário se apresenta para marcas e influenciadores que atuam na publicidade direcionada a crianças e adolescentes: as regras do ECA Digital impõem restrições significativas quanto ao uso de dados pessoais desse público. Essa mudança, conforme destacou Roberta Sirota, country manager da Kidscorp no Brasil, exigirá uma reavaliação nas práticas publicitárias para garantir a proteção dos menores no ambiente digital.

A principal alteração trazida pelo ECA Digital é a proibição de coletar dados pessoais de menores para fins publicitários. Diante desse cenário, o setor precisará migrar de um foco apenas em performance para uma abordagem que priorize a segurança e o bem-estar da audiência infantil. Essa transição envolve tanto influenciadores quanto marcas que operam nesse segmento, que já representa cerca de um terço da população digital – um mercado vasto e significativo.

A adequação às novas normas é crucial para empresas que buscam anunciar para esse público. Sirota alerta que o uso de plataformas que realizam profilagem já se enfrenta com restrições, e a saída pode ser a adoção de tecnologias contextuais, que permitem direcionar conteúdos apropriados sem a necessidade de coletar dados individuais. Isso implica uma comunicação cuidadosa com os menores, permitindo a publicidade desde que realizada com responsabilidade.

Sirota também enfatiza que, apesar das novas regras, a publicidade infantil não está proibida. O que muda é a maneira como essa publicidade deve ser feita. As empresas precisarão ser mais criteriosas ao selecionar parceiros e ferramentas que garantam uma comunicação segura e adequada.

A expectativa é que o impacto inicial para o setor esteja mais relacionado à adaptação às novas normas do que à paralisação completa das campanhas. Embora a incerteza sobre a segurança jurídica das ações de marketing possa gerar desafios, a especialista acredita que o mercado se ajustará a essa nova realidade. Publicidade ainda é viável, mas com um enfoque diferente, garantindo a proteção dos menores enquanto se mantém a comunicação com esse público.

Na prática, isso significa que tanto marcas quanto influenciadores devem estar preparados para reformular suas estratégias, investindo em soluções que respeitem as novas exigências e que busquem um equilíbrio entre o engajamento do público jovem e a conformidade legal. O cenário impõe um desafio, mas também abre caminho para práticas mais éticas e responsáveis no marketing voltado para crianças e adolescentes.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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