O governo federal ampliou o acesso ao programa Move Brasil, que oferece financiamento para taxistas e motoristas de aplicativos, agora permitindo a inclusão de veículos eletrificados seminovos. Essa decisão, expressa na Medida Provisória nº 1.376/2026, possibilita que motoristas possam financiar não apenas veículos novos, mas também veículos elétricos e híbridos flex seminovos fabricados a partir de 2024.
Anteriormente, o Move Brasil restringia o financiamento a automóveis zero-quilômetro que atendiam aos critérios de sustentabilidade. Com essa mudança, os motoristas têm a chance de acessar um mercado de seminovos, que frequentemente oferece preços mais acessíveis e uma gama maior de opções em um cenário onde a oferta de veículos eletrificados tende a crescer.
O novo parágrafo incluído na norma define que “também poderão ser financiados, nas condições de que trata este artigo, veículos elétricos ou veículos híbridos flex seminovos produzidos a partir de 2024”. Essa reformulação não altera o público-alvo do programa, que permanece voltado para motoristas de transporte remunerado por aplicativos, taxistas e cooperativas de táxi. A aquisição continua limitada a um veículo por beneficiário.
Desde o lançamento do programa, a adesão foi significativa. Concessionárias, especialmente de marcas como BYD e Geely, relataram um aumento considerável na movimentação, com muitos profissionais buscando as condições especiais oferecidas. Apenas no primeiro dia, mais de 14,5 mil motoristas buscaram atendimento nas lojas, evidenciando a demanda existente por alternativas de mobilidade elétrica.
A inclusão de seminovos representa uma nova fase para a iniciativa. À medida que a oferta de veículos elétricos usados cresce, a possibilidade de financiar modelos mais acessíveis poderá facilitar a transição para a eletrificação dos transportes no Brasil. Modelos como o BYD Dolphin, GWM Ora 03 Skin e híbridos flex como Toyota Corolla Hybrid Flex poderão ser contemplados, desde que atendam às normas da regulamentação.
O Move Brasil oferece até R$ 30 bilhões em linhas de crédito, administradas pelo Ministério da Fazenda, com operações realizadas pelo BNDES e instituições financeiras credenciadas. As condições de financiamento e os critérios para elegibilidade continuarão a ser estabelecidos por atos regulamentares associados à medida provisória.
Essa mudança, portanto, não só amplia as opções de veículos financiáveis como também tende a reduzir o custo inicial de investimentos para motoristas interessados em eletrificação. Com a crescente demanda por soluções em mobilidade sustentável, a abertura para veículos seminovos pode ser um passo importante na direção de um futuro mais sustentável no transporte urbano.
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