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Motoristas se sentem seguros, mas especialistas alertam sobre riscos ocultos

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Motoristas se sentem seguros, mas especialistas alertam sobre riscos ocultos

Um novo estudo global revela uma disparidade preocupante entre a percepção dos motoristas e a análise especializada sobre segurança viária. A pesquisa indica que, enquanto 90% dos motoristas em dez dos principais mercados automobilísticos se sentem seguros, apenas 45% dos especialistas compartilham desse otimismo. Essa diferença pode impactar negativamente a luta contra os acidentes, que causam cerca de 1,2 milhão de mortes anualmente em todo o mundo.

Realizada pela Economist Enterprise, a pesquisa entrevistou mais de 6.100 pessoas em países como Brasil, China, EUA e Alemanha. Os dados mostram que o Brasil, juntamente com China e Índia, registra a maior lacuna de confiança. Ao passo que 94% dos motoristas brasileiros afirmam se sentir seguros, a taxa de mortalidade viária no país é alarmante, situando-se em 16,2 óbitos por 100 mil habitantes, o dobro da média global de 8,1 óbitos.

Outro ponto relevante revela que os defeitos mecânicos perderam espaço como causas de acidentes, sendo mencionados por apenas 3% dos especialistas. A atenção se deslocou para os sistemas eletrônicos dos veículos, com 30% dos profissionais apontando o uso inadequado dos ADAS (sistemas avançados de assistência ao motorista) como um risco significativo. Adicionalmente, 24% dos entrevistados indicaram distrações causadas por dispositivos de infotenimento, como GPS e áudio, que geram um potencial considerável para acidentes devido à falta de atenção.

Em outro contexto, o mercado automotivo brasileiro está passando por transformações significativas. De acordo com Murilo Briganti, da Bright Consult, é plausível que o Brasil agregue cerca de 500 mil novos veículos até 2030. No entanto, estima-se que as marcas chinesas possam adicionar 700 mil unidades nesse mesmo período. Esta crescente presença de montadoras chinesas pode levar à construção de novas fábricas no Brasil ou à utilização de unidades existentes que estejam ociosas.

Atualmente, pelo menos 11 marcas chinesas anunciaram planos de atuação no país, incluindo Geely, BYD, e Chery. O cenário se torna ainda mais interessante com a mudança na legislação que impõe um imposto de importação de 35% para veículos completos e desmontados, a partir de janeiro de 2027, o que deve incentivar a produção local a longo prazo.

Por fim, há informações sobre a Kia, que pode se aventurar a produzir no Brasil. A marca está em conversas para assumir importações e abrir uma fábrica, sem a participação do Grupo Gandini. Essa movimentação é uma jogada estratégica, considerando que a Kia possui operações separadas da Hyundai.

Essas informações são essenciais para motoristas, consumidores e profissionais do setor automotivo, pois não apenas revelam a atual percepção sobre segurança viária, mas também sinalizam um futuro dinâmico e em mudança para a indústria automobilística no Brasil e no mundo.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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