A inteligência artificial (IA) começa a ganhar espaço no ambiente corporativo brasileiro, especialmente nas áreas de marketing e vendas. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil e a Offerwise Pesquisas aponta que 69% dos empresários que planejam adotar a tecnologia consideram essas áreas como as de maior potencial de uso.
Foco em áreas de impacto direto
O estudo revela que o atendimento ao cliente também é uma prioridade, com 49% dos entrevistados mencionando essa aplicação. Essa escolha reflete uma estratégia clara: o interesse pela IA se concentra nas funções que têm um contato direto com os consumidores e que podem gerar retorno financeiro imediato.
Balanço entre interesse e aplicação
Embora a expectativa com a IA seja alta, a realidade da adoção é diferente. Atualmente, somente 14% das empresas utilizam soluções de inteligência artificial, e 24% planejam implementá-la em um futuro próximo. Esse descompasso é em parte atribuído à falta de conhecimento sobre como a tecnologia pode ser aplicada eficazmente dentro das operações diárias.
Perspectivas de competitividade
Apesar do estágio inicial de uso, muitos empresários veem na IA uma oportunidade de aumentar sua competitividade. Segundo a pesquisa, 41% dos entrevistados acreditam que a tecnologia poderá melhorar sua posição no mercado nos próximos anos. As expectativas incluem inovações para os clientes, economia de recursos e melhorias na experiência de atendimento, com 52% considerando a IA capaz de impulsionar as vendas.
Adoção gradual e desafios à frente
A pesquisa sugere que a adoção da IA nas empresas será um processo gradual. O conhecimento técnico necessário e a definição de usos práticos que se alinhem com a realidade de cada negócio são desafios reconhecidos pelos gestores. Enquanto isso, o foco em marketing e vendas se destaca como uma primeira etapa de exploração, onde os resultados são mais visíveis e o impacto sobre os consumidores é mais tangível.
Com o tempo, à medida que as empresas superarem as barreiras de conhecimento e incorporarem a IA de forma mais ampla, há potencial para que a tecnologia se espalhe para outras áreas de operação.

