O conceito de otimização de busca com inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente nas estratégias de marketing, mas as nomenclaturas que cercam essa prática continuam gerando confusão entre os profissionais da área. Embora termos como GEO, AEO e otimização de busca com LLM estejam emergindo e ganhando atenção, a realidade é que a maioria dos profissionais ainda se refere a essas atividades como SEO. Essa questão é relevante, pois a forma como os profissionais se comunicam sobre otimização pode afetar contratações, orçamentos e a própria mensuração dos resultados.
Uma pesquisa recente com 343 tomadores de decisão de marketing nos Estados Unidos revelou que 81% deles ainda chamam suas estratégias de visibilidade na busca por IA de SEO. Além disso, 70% recorre a termos como "otimização de busca com IA" ou simplesmente "SEO" ao procurar ajuda online. Essa familiaridade com o termo SEO não significa resistência às novas nomenclaturas, mas evidencia a necessidade de uma linguagem mais clara e acessível para facilitar a comunicação entre fornecedores e compradores.
A pesquisa também destacou que 36% dos profissionais de marketing consideram o uso excessivo de palavras da moda, sem explicações claras, um sinal de alerta em relação aos fornecedores. Em contrapartida, 66% dos entrevistados afirmaram já ter utilizado ferramentas baseadas em IA para pesquisar fornecedores de marketing. Isso indica que, apesar da confusão terminológica, o investimento em otimização de busca com IA está em ascensão, com os profissionais alocando em média 24% de seus orçamentos de busca ou conteúdo para essa área.
Embora o setor esteja claramente se movimentando na direção da otimização com IA, os profissionais ainda enfrentam o desafio de acompanhar a velocidade com que o panorama de buscas está em mudança. 28% dos profissionais veem a rapidez das transformações como o principal desafio, à frente de dificuldades como medir a performance ou identificar quais plataformas priorizar.
A fragmentação da estratégia também é evidente, com 34% dos profissionais priorizando o uso do ChatGPT para visibilidade em busca, seguido por 16% que optam pelo Gemini, mas apenas 1% menciona o Perplexity, que apesar de sua popularidade em certos círculos ainda não conquistou a adoção em larga escala.
Os dados coletados sugerem que, enquanto as agências e plataformas lutam para estabelecer uma terminologia unificada, o que realmente importa para os profissionais de marketing é a eficácia demonstrável de case studies. 34% dos tomadores de decisão consideram esses estudos de caso como o principal sinal de credibilidade, enquanto a fluência em terminologia ocupa uma posição secundária.
Em termos práticos, os fornecedores devem estar cientes de que a terminologia não deve dominar a mensagem. A maior parte dos profissionais de marketing quer entender como a IA pode impactar a descoberta, as citações de marca, a autoridade de terceiros e a estrutura de conteúdo. O que se destaca é a necessidade de resultados mensuráveis e metodologias claras.
Para agências e plataformas que operam neste espaço, a oportunidade reside em facilitar a compreensão e a implementação da otimização de busca com IA, ao invés de se perder em disputas sobre a terminologia. É fundamental que os vendedores auditam todo o processo de descoberta dos seus serviços: como os consumidores buscam informações sobre eles, que fontes estão sendo consultadas, e quais estudos de caso estão disponíveis para apoiar suas reivindicações.
Assim, enquanto a busca com IA se torna uma parte integral do loop de descoberta de fornecedores, a capacidade de transmitir valor real e confiança será o diferencial que separará as agências que se destacarão na concorrência das que ficarão para trás. O sucesso nesse novo panorama da busca depende mais da capacidade de oferecer visibilidade clara e confiável do que da utilização de jargões da moda.
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