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88% das Empresas ainda Usam IA de Forma Ineficiente, Revela Estudo

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88% das Empresas ainda Usam IA de Forma Ineficiente, Revela Estudo

A adoção eficaz de inteligência artificial (IA) é crucial para a competitividade das empresas, mas dados recentes revelam que a maioria ainda opera de maneira superficial. Um estudo realizado pela Notion evidencia que 88% das organizações não estão aproveitando o potencial da IA de forma integrada e sistemática. Essa formação de um gap entre líderes e trabalhadores indica que, embora os altos executivos sejam usuários avançados da tecnologia, a mudança não se traduz em implementação efetiva nas operações diárias.

O relatório de Notion revelou que 57% dos respondentes estão no Nível 1 de maturidade em IA, utilizando-a apenas como ferramenta individual. Apenas 12% das organizações estão integrando IA em processos complexos e essenciais. Isso destaca um desafio premente para profissionais de marketing e líderes de negócios: a real transformação digital demandada pela IA ainda não é uma realidade para a maioria.

A pesquisa apresenta um modelo de maturidade que divide o uso da IA em quatro níveis:

  1. Nível 1: IA como parceiro de pensamento — uso de ferramentas isoladas.
  2. Nível 2: IA como assistente.
  3. Nível 3: IA como colega de equipe.
  4. Nível 4: IA como sistema, onde agentes autônomos gerenciam processos de negócios.

Com apenas 2% das empresas no Nível 4, a maioria ainda depende da IA como uma ferramenta de pesquisa mais avançada, revelando a necessidade de uma mudança de mentalidade em relação à adoção dessa tecnologia.

Uma das descobertas mais impactantes do relatório é que, conforme as organizações se tornam mais maduras na utilização da IA, a percepção sobre a lacuna entre investimento e prontidão aumenta. Isso sugere que, ao aprofundar o uso da IA, os desafios para os colaboradores intensificam-se, exigindo treinamento e adaptação constantes.

Além da falta de governança sobre as práticas de IA, que só 42% das organizações avançadas implementaram, ainda há uma carência na medição de resultados. Somente 37% das organizações de Nível 3 e 4 utilizam métricas reais para avaliar o impacto da IA, em contraste com o uso de relatos subjetivos, comuns nas etapas iniciais.

Este cenário aponta para a necessidade urgentíssima de reflexão e ação por parte das equipes de marketing. A pressão competitiva não vem apenas de concorrentes que melhoram seus prompts de IA, mas daqueles 12% que já incorporaram a tecnologia em suas operações. Para sobreviver e prosperar, os profissionais e gestores devem começar a focar na experiência do cliente e em novas capacidades, ao invés de apenas na eficiência.

Profissionais que estejam mantendo conversas em torno da adoção da IA precisam avaliar com rigor onde suas práticas realmente estão localizadas em relação ao modelo de quatro níveis e considerar as mudanças necessárias para avançar. Mapear os fluxos de trabalho da equipe, identificar aqueles que podem ser automatizados e adotar métricas de qualidade e de desempenho real são passos cruciais a serem dados, especialmente em um ambiente de rápida transformação digital.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Priscila Campos

Equipe Editorial

Priscila Campos acompanha temas ligados a marketing, consumo, negócios digitais e tendências de mercado. No Mercado ETC, escreve sobre assuntos que impactam marcas, empresas e consumidores.

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