Os carros híbridos leves estão se tornando uma tendência crescente no Brasil, especialmente com a necessidade de atender às novas normas de emissões. Esses modelos, que combinam um sistema elétrico com motores tradicionais, podem trazer preocupações relacionadas à manutenção a médio e longo prazo, especialmente para aqueles que pretendem revender seus veículos.
Um sistema híbrido leve, que pode ser de 12 ou 48 volts, integra um dispositivo multifuncional que atua como motor de arranque e alternador, além de contar com uma bateria adicional. Enquanto modelos importados podem incluir motores elétricos no câmbio, a maioria dos veículos disponíveis no mercado nacional utiliza essas tecnologias mais simples.
A manutenção preventiva dos híbridos leves traz, em muitos casos, a boa notícia de que os custos não variam em relação aos modelos convencionais. Por exemplo, na Jeep e na Fiat Toro com motor 1.3 turbo e sistema híbrido leve de 48 volts, há um sistema de arrefecimento específico para a bateria de lítio. Este sistema utiliza o mesmo líquido de arrefecimento do motor e possui um reservatório auxiliar. A quantidade total de líquido necessária para a manutenção é ligeiramente maior, com 9 litros para os híbridos, comparado a 8,5 litros para os modelos não eletrificados. No entanto, os prazos de troca permanecem inalterados: a cada seis anos ou 240 mil km.
Outra dúvida frequente gira em torno do custo para a troca da bateria de um híbrido leve. Atualmente, a Fiat não divulga publicamente os valores específicos, mas, de acordo com uma concessionária, a bateria de lítio de 12 volts custa em torno de R$ 7.350, enquanto o dispositivo multifuncional tem preço em torno de R$ 6.500. Infelizmente, ainda não há informações disponíveis sobre a bateria de 48 volts nos modelos 1.3 turbo. Na busca por peças, verificamos que o preço da bateria original para modelos como Pulse e Fastback varia entre R$ 825 e R$ 1.600.
Um ponto positivo para os motoristas iniciais é a garantia de fábrica, que cobre esses componentes durante os primeiros anos. Entretanto, a durabilidade média da bateria de lítio é estimada em 8 anos, o que pode suscitar preocupação para aqueles que adquirirem o veículo de segunda mão e que terão que arcar com esses custos de manutenção.
Atualmente, as baterias utilizadas são importadas; por exemplo, a de 12 volts é fabricada pela Samsung na Coreia do Sul. A Fiat já anunciou um processo de nacionalização desses componentes, o que pode levar à redução de preços no futuro.
Portanto, para motoristas e consumidores, os híbridos leves podem ser uma opção interessante e eficiente no presente, mas é crucial estar ciente dos custos de manutenção e das trocas futuras de componentes, especialmente se o veículo for adquiridos à medida que a tecnologia se torna mais comum no mercado nacional.
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