Para Valério Teixeira, dono do SUV há sete meses, o modelo surpreende pela boa relação custo-benefício, mas poderia ser mais econômico
por Gabriel Aguiar

Há cerca de sete meses, o advogado Valério Teixeira, de 40 anos, trocou de carro e escolheu um Jeep Compass Limited – versão topo de linha com motor 2.0 16V flex de 166 cv e câmbio automático de seis marchas, vendida atualmente a R$ 129.990 – para colocar na garagem de casa em Belo Horizonte (MG). Confira as impressões dele em relação à dirigibilidade, ao espaço, ao consumo e mais!
Quando você comprou? Quanto tempo demorou para receber?
Comprei dia no dia 1º de novembro de 2016 e recebi 22 dias depois.
Qual versão você comprou e por quê?
Escolhi um Compass Limited. A lista de equipamentos com faróis de xenônio, bancos caramelo, cromados espalhados discretamente e quadro de instrumentos com tela de 7 polegadas, além do bom acabamento interno e dos itens de tecnologia, me fez optar pelo topo de linha. Não escolhi a versão a diesel porque a diferença de preço, de mais de R$ 20 mil, não seria justificada, já que rodo em média 1.000 km por mês.
Qual carro você tinha antes e quais são as principais diferenças em relação ao Compass?
Eu tinha um Focus sedan Titanium 2014, que era mais apertado e não tão confortável. Em contrapartida, tinha desempenho superior e era mais econômico. Já o Compass traz um outro nível de conforto e espaço. E, hoje, cheguei àquele momento no qual conforto e comodidade começam a valer mais que diversão ao volante.
Você se interessou por outros modelos? O que pesou na decisão final?
Estava interessado no Cruze LTZ Plus e no Civic Touring, mas percebi que ambos seriam mais do mesmo. Não agregariam muito em equipamentos (o Honda até ficaria devendo alguns) e teria carros muito semelhantes ao que já possuía. Já o Compass, por um preço igual ao do Civic Touring, seria um carro de outro padrão de acabamento, mais confortável, mais bonito e uma nova experiência. A opinião da minha esposa contou muito, porque ela achou o Jeep maravilhoso, se encantou de imediato e torceu o nariz para as outras duas opções.
Instalou algum acessório ou opcional?
Instalei apenas películas escurecidas nos vidros por conforto e segurança. Não gosto de modificar a originalidade de meus carros e o Compass é aquele carro já tão bonito que se mexer estraga.
Como foi o atendimento na concessionária?
Apesar da grande procura pelo carro e da concessionária Jeep Valence em Belo Horizonte (MG) estar sempre cheia, fui bem atendido, com presteza, transparência e objetividade.
Quanto pagou no carro? Teve desconto ou brindes na negociação?
Paguei R$ 126.990, que era o preço de tabela do Limited com pintura branco perolizada e teto preto na época. Como era lançamento e com alta procura, não aceitaram negociar descontos e ganhei apenas as películas nos vidros.
Quantos quilômetros já rodou?
Até o momento, rodei 9.700 km, sendo a maior parte na estrada.
Abastece com qual combustível? Qual a média de consumo?
Alterno os combustíveis e, ultimamente, tenho abastecido mais com etanol que com gasolina. Com gasolina, o carro faz 11 km/l na estrada e 6 km/l na cidade, sempre um trajeto muito curto, com subidas íngremes e semáforos. Com etanol, são 8,5 km/l na estrada e 4 km/l na cidade.
Nunca tive problemas.
Pontos positivos
Desenho; conforto (chego das viagens bem menos cansado que com os Ford Fusion e Focus); suspensão firme, mas confortável, o que é surpreendente para um SUV na estrada; freios muito bons; bom isolamento acústico; nível de equipamentos e relação custo-benefício frente aos concorrentes, especialmente Hyundai ix35 e Kia Sportage; e segurança ativa, como sistema anticapotamento, e passiva.
Pontos negativos
A frente raspa mais que deveria para um SUV, o que é perdoável por se tratar do modelo mais urbano; o consumo poderia ser melhor; merecia um motor com mais torque, especialmente em baixa velocidades; está no nível dos concorrentes, mas, por ser lançamento mais recente, acho que deveria estar à frente. Sinto falta de sensor de estacionamento dianteiro, porque a frente é bem alta e torna as manobras mais difíceis que em outros carros.
Fonte: AutoEsporte
Créditos : Autos24h
