Negócios

Henrique Fogaça lança modelo de franquias nacionais

O gastropub paulistano, Cão Véio, dos sócios Henrique Fogaça, chef de cozinha e jurado do Masterchef Brasil, Fernando Badauí, vocalista da banda CPM22, e Marcos Kichimoto, ex-promoter de festas que já trabalhou com bandas como Sepultura e Ratos de Porão, abre franquia para todo o território nacional. Para os sócios, essa é uma maneira de expandir um serviço tão bem aceito pelo público paulista, mas mantendo todo o know how do espaço inaugurado há mais de três anos em Pinheiros.

A proposta é que o estilo imposto por Badauí, Fogaça e Kichi se mantenha, com uma pegada hardcore, com decoração canina, petiscos e cervejas artesanais, além de lanches executados de forma elaborada. Para isso, a principal característica daquele que tem interesse em uma unidade do Cão Véio é ter o espírito da marca, além de ter vocação empreendedora, facilidade de se relacionar com o público formador de opinião, ser agressivo em vendas para tornar o conceito conhecido, entre outros detalhes importantes para quem quer iniciar um negócio.

A taxa de ingresso inicial da franquia é de R$ 80 mil, porém o investimento total, incluindo custos de instalação, taxa de franquia e estoque inicial, é a partir de R$ 790 mil para cada franquia unitária, além de mais 50% de “taxa de franquia” para cada unidade de “franquia múltipla”, quando o franqueado pode ter entre três e cinco unidades do gastropub. Com prazo estimado de retorno entre 18 e 24 meses, o faturamento médio mensal de cada unidade é de R$ 300 mil, com lucro entre 15% e 20%. Com a abertura recente no horário do almoço, o gastrobar aumentou o faturamento em 50%, sem aumentar o investimento inicial da unidade franqueada.

Com consultoria da Global Franchise, o trio de sócios estima abrir até três unidades ao ano nos primeiros três anos de expansão no mercado de franquias, totalizando 60 franqueadas em 10 anos, prazo mínimo de contrato.

Entre os custos mensais que o franqueado terá com a rede Cão Véio estão pagamento de royalties percentual de 5% sobre o faturamento mensal bruto de cada unidade ou o valor mínimo de R$ 8 mil, prevalecendo sempre o maior valor; além de investimento de 2% em marketing nos dois primeiros meses de trabalho; e mais 2% mensalmente em verba de publicidade ou R$ 3 mil/mês, também com prioridade para o maior valor.

Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o segmento de alimentação teve uma alta de 9,4% em 2015, comparado ao ano anterior, com uma receita da ordem de mais de R$ 27 bilhões. As franquias de alimentação representam 20% do mercado de franchising e 7% de todo mercado de alimentação do Brasil, cujo faturamento foi de R$ 350 bilhões segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentação. Já o mercado de franquias como um todo, cresceu 7,6% nos primeiros meses de 2016, mesmo com a crise instalada no país.

Controle de qualidade

O Cão Véio investirá na supervisão inicial de cada nova unidade no período que é considerado o mais crítico, que são os primeiros seis meses, onde a supervisão e suporte devem ser mais constantes. Na medida em que o franqueado ganhar mais experiência e segurança, a equipe fará visitas de supervisão e suporte mais espaçadas, como uma vez a cada dois meses no segundo semestre, passando para visitas trimestrais a partir do primeiro ano de operação.

Sobre o Cão Véio

Inaugurado em fevereiro de 2013, na rua João Moura 871, em Pinheiros, pelos sócios Henrique Fogaça, chef de cozinha e jurado do Masterchef Brasil, Fernando Badauí, vocalista da banda CPM22, e Marcos Kichimoto, ex-promoter de festas que já trabalhou com bandas como Sepultura e Ratos de Porão, o gastrobar Cão Véio é o lugar ideal para almoços descontraídos, happy hour ou passeios de fim de semana com boas bebidas e comida de qualidade. O espaço tem a essência dos donos, com o espírito hardcore sempre presente. Na decoração, referências caninas que se repetem nos nomes dos pratos dão o clima especial ao ambiente. No cardápio, pratos, petiscos e cervejas artesanais, além de lanches executados de forma elaborada.

Sobre os Sócios

Fernando Estéfano Badaui

Badauí, como ficou conhecido desde que se tornou vocalista da banda CPM 22, atualmente se divide entre os shows da banda de hardcore que está há 20 anos na estrada e a área demerchandising, divulgação, captação de patrocínios no Cão Véio. Antes de inaugurar o espaço ao lado dos demais sócios, a relação dele com a gastronomia era apenas como consumidor de uma boa culinária. Hoje, três anos depois da abertura das portas do gastrobar, ele considera que aprendeu a respeitar possíveis erros em um estabelecimento, pois agora entende toda a logística e a busca por um melhor atendimento.

Marcos Roger Kichimoto

Kichi, como gosta de ser chamado, sempre foi envolvido com o mundo da música, seja atuando como promoter ou como roadie de duas das maiores bandas de Rock da cena nacional – Ratos de Porão e Sepultura. Nos anos 90, muito antes da febre dos food trucks, ele teve um projeto com um caminhão mexicano ao lado do Marinho (Pavilhão 9 / Barbearia Cavalera) e era responsável pela produção da festa Grill. Hoje ele se considera mais atento aos detalhes para garantir o bom funcionamento do Cão Véio, onde é responsável pelo operacional, financeiro, identidade visual e conteúdo da casa.

Henrique Fogaça

Após se aventurar nos cursos de arquitetura e comércio exterior, Fogaça foi se encontrar de fato no curso de chef executivo de cozinha da FMU. No decorrer da carreira, vendeu sanduíches em uma Kombi em São Paulo, estagiou com Alex Atala (D.O.M e Namesa) e na sequência abriu seu próprio restaurante, o Sal Gastronomia. Hoje, ele assina o cardápio não só do Sal, mas também do Cão Véio, é sócio da whiskeria Admiral´s Place e do mais novo restaurante, Jamile. Além disso, consegue dedicar tempo à feira gastronômica ao ar livre, O Mercado, à banda de hardcore da qual é vocalista, a “Oitão”, e ao reality show gastronômico “MasterChef Brasil”, do qual é jurado há três temporadas.

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