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Galaxy A57 pode substituir o Galaxy S21 FE? Veja o que muda na prática – TecStudio

O Galaxy S21 FE está com os dias contados. Lançado em janeiro de 2022, o aparelho já passou dos quatro anos de uso e acaba de receber o Android 16 com One UI 8.0, que deve ser sua última grande atualização de sistema. Para quem ainda carrega esse celular no bolso, a pergunta que não quer calar é: vale a pena trocar agora, e por quê?

A resposta depende do quanto você está disposto a gastar e do que espera do próximo aparelho. O Galaxy A57, lançado como intermediário, entrou no radar como uma alternativa mais acessível do que a linha Fan Edition. Mas será que um mid-range consegue de fato substituir um ex-flagship?

O fim da linha para o S21 FE

O Galaxy S21 FE teve uma trajetória turbulenta. No lançamento, foi criticado pelo preço elevado e, nas versões com chip Exynos 2100, pelos relatos de superaquecimento e queda de desempenho em uso prolongado. Com o tempo, as atualizações melhoraram o comportamento do aparelho, mas o relógio não parou.

Segundo o site SamMobile, fonte desta reportagem, o S21 FE já recebeu o Android 16 com One UI 8.0. Ainda assim, com as mudanças recentes no calendário de atualizações da Samsung, não está confirmado se o aparelho receberá a One UI 8.5. Para quem acompanha a evolução do software Galaxy, vale lembrar que a Samsung anunciou que a One UI 8.5 vai chegar a mais de 300 milhões de dispositivos Galaxy nos próximos meses, mas a inclusão do S21 FE nessa lista ainda é incerta.

Quais são as opções de troca disponíveis

Para quem usa o S21 FE e quer atualizar sem comprometer demais o orçamento, há três caminhos principais, de acordo com a análise do SamMobile:

  • Aguardar o Galaxy S26 FE, previsto para o segundo semestre de 2026, que deve trazer melhorias significativas de desempenho segundo informações preliminares de vazamentos.
  • Comprar agora o Galaxy S25 FE, opção mais completa dentro da linha Fan Edition atual.
  • Optar pelo Galaxy A57, alternativa mais barata e com hardware mais moderno do que o S21 FE, mesmo sendo um intermediário.

Este texto foca na terceira opção, que é a que mais gera dúvidas: afinal, faz sentido trocar um ex-topo de linha por um mid-range?

O que o Galaxy A57 oferece que o S21 FE não tem

Na prática, o Galaxy A57 se beneficia de algo que o S21 FE simplesmente não pode ter: ele é um aparelho mais novo. Isso se traduz em componentes mais modernos, mesmo que a categoria seja inferior. Veja os principais diferenciais, conforme levantado pelo SamMobile:

  • Tela maior, de 6,7 polegadas, contra 6,4 polegadas do S21 FE.
  • Painel Super AMOLED+ com proteção Gorilla Glass Victus+, visivelmente mais brilhante do que o Dynamic AMOLED 2X do S21 FE, que já acumula anos de uso.
  • Design com moldura de alumínio e traseira em Gorilla Glass Victus+, no lugar do plástico do S21 FE.
  • Mais memória RAM: 8 GB ou 12 GB, contra 6 GB ou 8 GB no modelo anterior.
  • Conectividade mais atual, com Wi-Fi 6E e Bluetooth 6.0.
  • Bateria de 5.000 mAh, maior do que os 4.500 mAh do S21 FE.
  • Carregamento cabeado de 45W, ante os 25W do S21 FE.
  • Seis atualizações de sistema operacional a partir deste ano.
  • Processador Exynos 1680 fabricado em processo de 4 nm.

Esse último ponto merece atenção. O Exynos 1680 é um chip intermediário, mas construído em processo de 4 nm, enquanto o Exynos 2100 do S21 FE usa 5 nm. Isso torna o chip do A57 mais eficiente energeticamente. Nos testes sintéticos do 3DMark Wild Life Extreme, segundo o SamMobile, o Exynos 1680 fica no mesmo patamar ou levemente acima do Snapdragon 888 e do Exynos 2100. Benchmarks não contam toda a história, mas o resultado mostra que o chip do A57 não é um retrocesso em relação ao que o S21 FE oferecia quando era novo.

O que você perde ao migrar para o A57

A troca não é perfeita. Ao deixar o S21 FE para trás, o usuário abre mão de dois recursos que a linha Fan Edition carregava da linha principal da Samsung: o Samsung DeX, que transforma o celular em uma espécie de desktop ao conectá-lo a um monitor, e o carregamento sem fio. Para quem usa esses recursos com frequência, a migração para o A57 representa uma perda real.

Do ponto de vista do consumidor brasileiro que usa o celular para tarefas do dia a dia, como redes sociais, streaming, câmera e comunicação, essas ausências provavelmente não vão fazer falta. Mas para quem tem o DeX como parte do fluxo de trabalho, o A57 não é a escolha certa.

Vale também monitorar o desempenho do A57 em uso prolongado, já que o histórico do Exynos 2100 no S21 FE mostrou que benchmarks iniciais nem sempre refletem o comportamento do chip ao longo do tempo. Para quem quer acompanhar esse tipo de análise de perto, inclusive sobre como monitorar desempenho em tempo real em aparelhos Samsung, o TecStudio publicou um guia sobre como monitorar FPS e desempenho em tempo real no seu celular Samsung Galaxy.

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No balanço geral, o Galaxy A57 é uma opção legítima para quem precisa trocar o S21 FE agora e não quer gastar o valor de um Fan Edition. Ele entrega hardware mais moderno, bateria maior, carregamento mais rápido e seis anos de atualizações garantidas. Não é um upgrade em todos os sentidos, mas para o preço que pede, cumpre bem o papel de substituto funcional para a maioria dos usuários.

Fonte: SamMobile


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