O excesso de velocidade continua a ser a infração de trânsito mais frequente no Brasil, acumulando cerca de 19,1 milhões de autuações apenas nos primeiros cinco meses de 2026. O dado, levantado com base no Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf), demonstra a gravidade do problema, refletindo não apenas a necessidade de conscientização, mas também o impacto nas estatísticas de segurança viária.
No período analisado, as infrações por praticar velocidade de até 50% acima do limite permitido dominaram o ranking, superando amplamente outras infrações, como avançar o sinal vermelho, que teve cerca de 2,2 milhões de autuações. Para entender a magnitude desse comportamento no trânsito brasileiro, apresentamos a tabela abaixo, que lista as infrações mais comuns e suas respectivas quantidades de registros:
| Posição | Infração | Registros |
|---|---|---|
| 1º | Excesso de velocidade (até 50% acima do limite) | 19.134.343 |
| 2º | Avançar o sinal vermelho do semáforo | 2.286.749 |
| 3º | Multa por não identificação do condutor infrator (NIC) | 2.238.763 |
| 4º | Estacionar em desacordo com a sinalização | 1.540.193 |
| 5º | Transitar em locais e horários não permitidos | 1.503.083 |
| 6º | Conduzir veículo não licenciado | 1.211.844 |
| 7º | Transitar em faixa/via exclusiva para transporte público | 1.105.154 |
| 8º | Não efetuar transferência do veículo em até 30 dias | 1.095.935 |
| 9º | Deixar de usar o cinto de segurança | 1.079.480 |
| 10º | Dirigir manuseando telefone celular | 695.841 |
Esses números refletem uma média mensal de 3,8 milhões de notificações, cerca de 126 mil infrações por dia, o que equivale a aproximadamente 88 autuações por minuto em todo o país. Especialistas em segurança viária alertam que essa escalada no número de infrações está diretamente ligada ao aumento da gravidade das colisões, uma vez que a velocidade excessiva reduz o tempo de reação do motorista, aumentando o impacto e, consequentemente, os riscos de ferimentos graves ou fatais.
Analisando as causas das infrações, é perceptível que o comportamento do motorista influencia diretamente nas ocorrências. Além do excesso de velocidade, destacam-se práticas como o uso de celular enquanto dirige, a falta do cinto de segurança e a inobservância das regras de trânsito, como o estacionamento irregular e o uso indevido de faixas exclusivas para ônibus.
Uma preocupação adicional é a Multa por Não Identificação do Condutor Infrator (NIC), que ocupa a terceira posição no ranking de infrações. Essa penalidade é aplicada a proprietários de veículos que não indicam o condutor responsável pela infração em um prazo determinado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Este aspecto é particularmente relevante para empresas e frotistas, que devem estar atentas ao gerenciamento de suas infrações.
Diante desses dados, a necessidade de campanhas educativas e de fiscalização mais efetiva se torna evidente, visando a redução das infrações e o aumento da segurança nas vias. Para motoristas e empresas, compreender o impacto das infrações, especialmente do excesso de velocidade, é crucial para evitar multas, além de contribuir para um trânsito mais seguro.
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