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Estratégia do Google Ads reduz cliques inválidos em 50% e melhora performance

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Estratégia do Google Ads reduz cliques inválidos em 50% e melhora performance

Anunciantes podem perder até $172 bilhões por ano devido à fraude publicitária até 2028. Esse cenário se torna ainda mais desafiador em setores com alta concorrência e CPC (custo por clique) elevado. Um caso exemplifica bem essa realidade: uma empresa especializada em serviços de edição de livros e ghostwriting enfrentava um desempenho insatisfatório nas campanhas, não obstante o uso de termos de busca relevantes. O tráfego não estava convertendo de maneira rentável, e a análise revelou um alto índice de cliques inválidos.

Detectar fraude de cliques é crucial para as marcas que anunciam online. Entre os sinais de advertência estavam taxas de cliques inválidos que variavam de 60% a 80% segundo relatórios do Google, gravações de comportamento anômalo no Microsoft Clarity e uma discrepância significativa nas sessões registradas em ferramentas de análise como o GA4 em comparação ao número de cliques informados pelo Google Ads.

Após a tentativa frustrada de usar ferramentas de terceiros para combater a fraude, a equipe decidiu investigar junto ao Google, que reconheceu a ocorrência de atividades suspeitas, mas alegou que já havia filtrado a maioria delas. Com a certeza de que nem toda atividade inválida estava sendo tratada, a equipe decidiu alterar a estratégia.

A solução encontrada foi a adição de 540 audiências definidas pelo Google às campanhas de busca, configuradas em modo “Targeting”. O resultado foi imediato: a taxa de cliques inválidos caiu em 50%, e o desempenho das conversões se recuperou, atingindo níveis lucrativos.

Mas, afinal, o que são cliques inválidos? Segundo o Google, eles são definidos como cliques em anúncios que não resultam de interesse genuíno do usuário, englobando tanto tráfico fraudulento quanto cliques acidentais ou duplicados. Embora o Google comprove automaticamente cliques inválidos e não cobre por eles, nem todos os casos são facilmente identificáveis através do sistema de detecção.

Uma limitação importante dos métodos tradicionais de defesa contra fraude publicitária é que muitos fraudadores conseguem contornar as ferramentas, alternando entre endereços IP. Essas ferramentas, por sua vez, podem limitar a exclusão a apenas 500 endereços IP por campanha, tornando-se insuficientes em contextos de alta atividade fraudulenta.

A abordagem adotada, ao agregar audiências amplas dentro da configuração de “Targeting”, permitiu filtrar usuários de tráfego inválido, uma vez que muitos fraudes provavelmente não pertenciam aos perfis definidos pelo Google. É essencial destacar a escolha pela configuração “Targeting” em vez de “Observation”, pois a primeira limita os anúncios apenas aos usuários que se enquadram nas audiências selecionadas, enquanto a segunda ainda possibilita que qualquer pessoa ativa nos termos de pesquisa veja os anúncios.

Para testar essa estratégia, basta acessar a campanha de pesquisa no Google Ads e editar os segmentos de audiência, selecionando as audiências desejadas e salvando a alteração. É um método recomendado apenas para contas que enfrentam altas taxas de cliques inválidos, devido ao risco de bloquear usuários legítimos que não se encaixam nas audiências predefinidas pelo Google.

Com essa mudança, a equipe de marketing não apenas diminuiu a taxa de cliques inválidos, mas também reverteu campanhas que estavam em declínio para obter resultados positivos mais consistentes. Essa tática demonstra que adaptar estratégias de acordo com as necessidades específicas do mercado pode levar a melhorias significativas nos resultados publicitários.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Priscila Campos

Equipe Editorial

Priscila Campos acompanha temas ligados a marketing, consumo, negócios digitais e tendências de mercado. No Mercado ETC, escreve sobre assuntos que impactam marcas, empresas e consumidores.

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