A indústria de energia eólica global alcançou um marco significativo em 2025, com a instalação de 165 gigawatts de nova capacidade, representando um crescimento de 40% em comparação com o ano anterior. Ao todo, foram instaladas 28.395 turbinas eólicas em 57 países, conforme aponta o relatório do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC). Esse avanço ressalta a importância das energias renováveis no contexto atual, oferecendo uma alternativa viável para a redução das emissões de carbono e a transição energética necessária para enfrentar as mudanças climáticas.
Ao final de 2025, a capacidade total instalada no mundo alcançou 1.299 gigawatts. Esse crescimento, embora encorajador, ainda é desigual e não atende à urgência de triplicar a capacidade renovável até 2030, meta vital para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Ben Backwell, CEO da GWEC, destaca que a lentidão na expansão das redes elétricas e a burocracia excessiva são obstáculos significativos para a implementação de novos projetos. Os formuladores de políticas têm a oportunidade de acelerar esse processo, acessando um vasto número de projetos prontos para investimento.
A região da Ásia-Pacífico continua a ser a líder no setor, respondendo por aproximadamente 80% das novas instalações globais. Somente a China adicionou um recorde de 120,5 gigawatts, apoiada por suas metas de redução de emissões e compromisso com a neutralidade de carbono até 2060. A Índia também apresentou desempenho impressionante, com um aumento de 86% em novas instalações, totalizando 6,3 gigawatts, avançando em direção à meta de 500 gigawatts de energia não fóssil até 2030.
Os principais mercados que dominaram as novas adições em 2025 foram: China, Estados Unidos, Índia, Alemanha e Brasil, que juntos concentraram 86% das novas instalações. Na Europa, o total de capacidade instalada ultrapassou 300 gigawatts, com destaque para o crescimento da Alemanha, que impulsionou a região a registrar 19,1 gigawatts de novas instalações, um aumento de 16% em relação a 2024.
Nos Estados Unidos, as instalações eólicas em terra aumentaram em quase 7 gigawatts. O Brasil, embora tenha adicionado 2,3 gigawatts, enfrentou uma desaceleração devido à baixa demanda por eletricidade e limitações na infraestrutura de transmissão, mantendo-se na quinta posição global em novas instalações. Segundo Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, a expectativa é de que o setor no Brasil comece a se recuperar a partir de 2027, impulsionado por investimentos em data centers e a necessidade de descarbonização industrial.
A energia eólica só se reforça como uma solução essencial para os desafios energéticos atuais, destacando a urgência de ações que possam eliminar barreiras burocráticas e facilitar o avanço de projetos que já estão em fase de planejamento. A capacidade global de energia eólica, ao alcançar 1.299 gigawatts, revela não apenas um progresso significativo, mas também a necessidade de maior comprometimento para que se cumpra as metas globais de sustentabilidade.
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