Negócios

Empreendedor larga tudo e decide viajar o mundo de bicicleta sem recursos – Ep. 12

Empreender muitas vezes é uma opção após longos anos de carreira, em busca da autonomia, liberdade e até mesmo de um sonho. Mas não foi o que aconteceu com Eduardo Corrêa, que desde os 14 anos já fazia parte do mundo dos negócios.

Eduardo chegou a ter pontos enormes, mas, aos 20 anos decidiu que não iria mais sobreviver, mas sim viver, então partiu em uma jornada para conhecer o mundo em duas rodas.

Ele saiu de Vitória, no Espírito Santo e passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e agora segue pelo sul. Isso não significa que ele deixou de empreender, pois o dia a dia sem planejamento exige decisões certeiras. A aventura está sendo contada na fanpage Mochilando em duas rodas.

Hoje você acompanha a décima segunda parte da empreitada de Eduardo, que está sendo contada toda semana em A Magia do Mundo dos Negócios. Vamos embarcar nesta aventura? (se você não viu o episódio anterior, clique aqui).

“Antes de sair da casa do Nauro tiramos uma foto e sua família me presenteou com com pesos uruguaios e alguns mantimentos para que eu pudesse levar para a viagem.

Saí a tarde, fui conhecer a praia do Laranjal, para conhecer a história de um pescador chamado Nico, do livro “O náufrago de um mar doce”, escrito pelo Nauro e quis viver um pouco esse enredo, conhecer o lugar onde foi parar o barco quando ele o perdeu e ficou sozinho por 24 horas esperando o resgate. Conheci um pescador que era amigo do Nico e escutei as histórias do tempo deles, sobre a vida, amizade, passeios.

No outro dia parei na saída de Pelotas para a BR e fui dormir no posto de gasolina que fiquei quando cheguei à cidade e tinha uma colega minha de Facebook, a Luana, uma viajante que estava chegando a noite em Pelotas sem lugar pra ficar, pediu ajuda pelo aplicativo e não conseguiu e eu comentei que ela poderia entrar em contato comigo q eu ia dormir no posto de gasolina, pra ela ir pra lá.

Ela chegou, conversamos, comprei coisas para comermos, dormimos em um galpão do posto, tomamos café logo cedo, trocamos experiências e depois saímos juntos pra BR pra ela pegar carona e eu pra ir pedalar com a Luna (bicicleta) e Farrapo (reboque).

À tarde, cerca de umas 18h cheguei ao Rio Grande, e neste horário ela já estava chegando ao Chuí de carona. Seu destino é o Chile, apenas de carona.

Procurei lugares pra dormir, até que consegui um clube e dormi perto de um gerador de energia, estava mais quente.

No outro dia cedo saí para conhecer o porto e ver se tinha algum serviço pra eu fazer, conheci a parte do bairro militar onde fica o pessoal da Marinha e o centro da cidade.

Procurei um lugar para ficar, porque estava sem dinheiro e pouca comida, ninguém estava na cidade, outras não podiam ajudar, e eu fui denovo dormir no clube, tomei um chimarrão com um amigo que fiz lá e dormi la novamente.

No outro dia me informaram de um albergue que era um galpão da igreja onde teriam moradores de rua dormindo, quando fui ver não era bem isso. Tinha também uma casa de recuperação e cogitei ficar lá e mandar minha bicicleta na casa de alguém que eu conhecesse para eu trabalhar e levantar dinheiro para alimentação, porém lembrei de alguns problemas que tive com meu pai, que ele precisava de uma força e fiquei pensando em parar a viagem pra ir a São Paulo resolver este problema e, provavelmente, poderia voltar com minha ex-mulher, fiquei pensando nisso e deixei a bicicleta na casa de uma pessoa que conheci e decidi voltar para São Paulo.

Como estava sem dinheiro, resolvi pegar uma carona. Andei sete quilômetros até o posto de gasolina, dormi lá e passei o outro dia todo tentando carona e nada. Vendi a bainha de uma das minhas facas para comer e só na noite do outro dia é que consegui carona pra Camaquã, e eu ia ficar pegando caronas até ir para São Paulo, mas lá tenho um amigo e cliente, e a cidade fica a 33 quilômetros de Arambaré onde também tenho os amigos bombeiros civis, e aqui estou, trabalhando com a consultoria do mercado Fora de Hora, vendo questões de publicidades, a marca responsiva, estamos ajeitando as mídias sociais, Essa semana faço a grana pra viajar, ou talvez vá de carona com um caminhoneiro e o dinheiro eu utilizo lá caso for necessário.

É isso, vou ter que parar um pouco, deixei a bike em Rio Grande e família em primeiro lugar. Vou resolver o que tiver que resolver e depois retorno a viajar”.

 

*A Magia do Mundo dos Negócios voltará a contar a viagem assim que Eduardo Correa retornar ao Rio Grande para partir ao Uruguai.

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